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No fim-de-semana, fugi do mundo e fui para o Alentejo. Mas não fui sozinha. No sábado, rumei a Évora para o almoço de 50 anos de um grande amigo e foi mais do que bom reencontrar tantas pessoas que já não via há tanto tempo. O JP estava felicíssimo, a sopa de cação foi uma consolação e o grupo Cantares de Évora foi a sobremesa perfeita. Terminado o almoço, deixei os convivas animados a decidirem onde prosseguiriam os festejos e rumei para a costa, para o Cercal, onde um grupo de amigos-queridos e futuros-amigos me esperava para um fim de semana de poesia e pasmaceira. Caminhámos no campo, desfrutámos do silêncio, comemos e bebemos e partilhámos poemas e palavras e abraços. Foi bom de mais. A lareira aquecia a casa, a paisagem do Alentejo aqueceu-me a alma, os amigos aqueceram-me o coração. E ainda houve quem, antes da despedida, se atrevesse no mar gelado da costa vicentina. No regresso, conduzindo a sentir aquele calorzinho do sol cada vez mais baixo no horizonte, a luz incomparável do outono, vinha a pensar na sorte que tenho por ter na minha vida pessoas que me proporcionam momentos tão incríveis. E assim entramos em dezembro.

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publicado às 19:39



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