Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Praia Fluvial da Aldeia Ruiva

DSC_2148.JPG 

DSC_2155.JPG 

DSC_2163.JPG

Praia Fluvial do Malhadal

DSC_2168.JPG

DSC_2173.JPG

DSC_2174.JPG

DSC_2178.JPG

Um dos desafios das férias dos pobres é tentar visitar lugares novos ou ter alguma experiência diferente gastando pouco dinheiro. Eu tento sempre fazer alguma coisa, aquilo a que chamo o nosso pequeno luxo anual, mesmo que seja algo muito simples. Desta vez, fomos espreitar as praias fluviais na zona de Proença-a-Nova. Reservei dois dias bem no fim das férias, marquei um bungalow no parque de campismo e lá fomos.

Nas malas levámos pouquíssima roupa mas muita comida. Eu sou aquela mãe que anda sempre com comida, sempre fui assim, desde que eles eram pequenos. Não se trata só de poupar dinheiro ou de evitar que eles comam muitas porcarias, é sobretudo uma maneira de não me preocupar quando andamos em viagem. Até porque os putos estão nesta fase em que parece que estão sempre esfomeados. Acredito que outras pessoas achem que dá muito trabalho preparar comidas e levar lancheiras mas para mim é tranquilo. Neste caso, além das sandes e petiscos para a viagem, como íamos ficar num parque de campismo no meio do nada e como não me apetecia andar perdida à noite por estradas cheias de curvas, optámos por cozinhar o jantar no bungalow. Aproveitei que tinha um fogão e para o segundo dia fiz umas deliciosas sandes de ovo mexido. Portanto, sim, levámos muita comida mas resultou muito bem.

Para mim, que sou do sul e da planície, é sempre um pouco esquisito quando me meto por serras e caminhos tortuosos. Para os putos este também é um Portugal a que não estão muito habituados. Por isso estas viagens, por estradas nacionais, são sempre uma aventura. Vamos vendo as tabuletas e comentando a paisagem. Os cheiros, as pessoas, as cores, os sotaques, tudo é diferente. E ficámos muito impressionados com toda a área ardida perto de Vila do Rei (dá um bocadinho de medo mas pronto, se uma pessoa se põe a pensar nessas coisas nunca sai de casa).

Os miúdos lembravam-se do bungalow em que tínhamos ficado perto das Grutas de Mira D'Aire. Em comparação, este bungalow da Aldeia Ruiva ficou claramente a perder porque era mais antigo, não tinha aquele cheiro a novo, e não tinha ar condicionado. Porém, a tragédia maior foi o facto de não haver wifi, o que foi um grande desafio à capacidade deles para ficarem sem fazer nada durante um serão inteiro. Nem sequer podíamos ler ou jogar as à cartas porque, por causa do calor e dos mosquitos, tínhamos as janelas abertas e as luzes apagadas. Conseguem imaginar? O António acabou de ver os episódios de uma série que tinha no telefone e depois andámos a explorar o parque e ficámos às escuras no alpendre a conversar e a cuscar o que se passava nas outras tendas. Os rapazes resignaram-se e acabámos a dar umas boas gargalhadas. Se eu tivesse planeado uma "operação desligar" não teria sido tão eficaz. 

A parte melhor para eles foram, obviamente, os mergulhos nos rios. A zona de banhos é delimitada e as praias são vigiadas, portanto aquilo é bastante seguro. Depois há aquela aventura de ser um rio, de haver peixes, de não se ver o fundo. Acho que é preciso alguma coragem, coisa que eu obviamente não tenho. Já os putos divertiram-se à grande. 

Na viagem de regresso a casa tivemos um furo no pneu e viemos a ouvir o agonizante relato do jogo do sporting. Tirando isso, correu tudo lindamente.

publicado às 20:21


Comentar:

Mais

Comentar via SAPO Blogs

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.



Mais sobre mim

foto do autor