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O número de Interrupções Voluntárias da Gravidez (IVG) pode ser usado como critério de avaliação da eficácia do planeameno familiar. Menos IVG correspondem a um planeamento mais eficaz, dizem os senhores que mandam.

E se fizéssemos a contabilidade de todas as pessoas que tiveram filhos porque não têm informação suficiente sobre reprodução e contracepção ou porque o parceiro não quis usar preservativo ou porque são elas que não gostam de usar preservativos, pessoas que tiveram filhos porque fizeram mal as contas, porque falharam a toma da pílula ou porque não conseguiram comprar uma pílula do dia seguinte, pessoas que tiveram filhos por acidente, um daqueles descuidos e agora já foste, pessoas que tiveram filhos por vergonha ou medo de fazer um aborto ou porque o companheiro se opôs ou porque alguém as intimidou. Filhos que não faziam parte dos planos.

E que, na verdade, não são grande exemplo da eficácia do tal do planeamento familiar.

(Nem sei se vale a pena comentar as declarações muito despropositadas da nossa ministra da saúde que diz que a IVG é um direito, assim como fumar. No sentido em que são coisas que as pessoas fazem porque querem, mesmo sabendo que são prejudiciais. Tal e qual, não é?)

publicado às 17:34



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