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Devorei a terceira temporada de Shtisel, na Netflix. Ao princípio, confesso, estava um bocado céptica. Se calhar deveriam ter ficado por duas temporadas, se calhar já não vai ser tão bom, pensei. Mas não. Se nos primeiros episódios fiquei fascinada com aquele mundo dos judeus ortodoxos, tão diferente do nosso -  todas as regras, os preceitos religiosos,  as mil pequenas coisas, das roupas à comida, da língua às casas e aos sacos plásticos que eles carregam de um lado para o outro - desta vez, já nada me pareceu estranho. A verdade é que as pessoas, independentemente do sítio onde vivam e da religião que tenham, são todas muito parecidas. Todas anseiam pela felicidade e todas procuram o amor. Todos temos dificuldade em dizer adeus, seja a uma pessoa que morre ou a alguém que parte. Todos temos medo perante o desconhecido. Por isso é tão fácil identificarmo-nos com aquelas personagens. E sentirmo-nos tocados pela determinação de Ruchami, pela ingenuidade de Yosa'le, pela desorientação quase infantil de Akiva, pela força de Gitti (mesmo quando está errada), pela independência de Tovi, pela casmurrice de Shulem, pela insegurança de Racheli, pelas imperfeições de Lippe.

"Um caminho longo que é curto" é o título do sétimo episódio (talvez aquele de que gostei mais) e que tem como tema principal o coração - o real e o metafórico.

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publicado às 17:18


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