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18
Jan20

"A Despedida"

Há filmes que nos devolvem a esperança na humanidade. Como A Despedida, de Lulu Wang. Apesar de o tema ser um bocadinho triste - os elementos de uma família chinesa decidem não contar à avó que ela está a morrer com cancro nos pulmões e, em vez disso, inventam o casamento de um dos netos para justificar virem dos sítios onde estão (EUA, Japão) e durante alguns dias reunirem-se todos em família, fazendo a avó feliz - este é um filme cheio de amor. No fim de contas (e no fim da vida), é isso que importa, não é?

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publicado às 09:58

06
Jan20

Joker

Andei a adiar. Porque tenho um bocadinho de mau feitio e quando toda a gente anda a dizer muito bem (os críticos, os amigos, a malta do facebook, toda a gente) eu começo a desconfiar. Mas também porque, por aquilo que fui lendo, já previa que eu não fosse delirar.

Não me interpretem mal. Joker é um grande filme. Muito bom mesmo. O Joaquin Phoenix merece todos os prémios que lhe derem e os outros que não lhe derem. E o filme não é só bom por causa dele. Aquela Gotham City que é tal e qual a Nova Iorque dos anos 80 e que é tal e qual uma cidade qualquer do nosso tempo é um retrato perfeito dos males, das injustiças e das incongruências da sociedade. Quase conseguimos sentir o cheiro do lixo que se acumula nas ruas. Depois há o riso. Aquele riso de Arthur, tão despropositado e incontrolável, tão desconfortável ao mesmo tempo. O riso triste dos palhaços. O riso forçado dos espectadores do talkshow. O riso falso do candidato a presidente da câmara. Há a pobreza. A riqueza. A corrupção. A frustração. A degradação. O espectro da doença mental. O bullying.  A solidão. A marginalidade. A loucura. A maldade. O que fazer quando se está completamente sozinho no mundo? Onde está a sociedade que nos devia amparar quando alguém se afunda na sua própria tristeza e loucura? Essas são perguntas que não podemos deixar de fazer. E está tudo muito bem filmado e muito bem feito. Não sendo um filme realista, mesmo quando é claramente exagerado não chega a ser cartoonesco (não, isto não tem nada a ver com o mundo de Batman e isso, para uma espectadora como eu, só pode ser bom).

Ainda assim, eu gostei bastante de Joker mas não achei que fosse um murro no estômago (leiam AQUI um texto interessante do Vítor Belanciano sobre isso). 

Além disso, gostei bastante de Joker mas com um distanciamento. É que, gradualmente, ao longo do filme, vai-se impondo a ideia de que a injustiça social pode servir de justificação para a violência. E essa é uma ideia que me afasta. A injustiça social é justificação para muita coisa - para a falta de educação, para a falta de oportunidades, para a pobreza, para um sentimento de revolta - mas, para mim, não pode servir de justificação para assassínios e para a violência indiscriminada. Mesmo que o seja só na cabeça dele.

E ainda estou a decidir se perdoo ao Todd Phillips por ter usado o tema That's Life, do Frank Sinatra, que assim ganha um sentido completamente diferente daquele que eu lhe dava...

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publicado às 08:25

Sem surpresas: gostei bastante de Marriage Story, de Noam Baumbach, com Scarlett Joahnsson e Adam Driver. Sem surpresas: emocionei-me em algumas cenas (por exemplo, quando ela lhe corta o cabelo) e chorei em toda a parte final. Era previsível. Não por causa do tema do filme mas porque gosto muito de filmes que mostrem a vida como ela é e a vida como ela é  geralmente é emocionante. Não é preciso ter passado por um divórcio para entender o que ali se passa, até porque este, tal como o nome indica, é tanto um filme sobre um divórcio como é um filme sobre um casamento e sobre relações de uma maneira geral. 

Podia fazer agora aqui uma longa reflexão sobre o tema mas, para já, não me apetece. 

Deixo-vos esta música. Porque sim.

"Someone to hold me too close,
Someone to hurt me too deep,
Someone to sit in my chair
And ruin my sleep
And make me aware
Of being alive,
Being alive.

Somebody need me too much,
Somebody know me too well,
Somebody pull me up short
And put me through hell
And give me support
For being alive,
Make me alive.

Make me confused,
Mock me with praise,
Let me be used,
Vary my days.
But alone is alone, not alive.

Someone you have to let in,
Someone whose feelings you spare,
Someone who, like it or not,
Will want you to share
A little, a lot.

Somebody crowd me with love,
Somebody force me to care,
Somebody make me come through,
I'll always be there,
As frightened as you,
To help us survive
Being alive,
Being alive,
Being alive!

(Being Alive, de Stephen Sondheim)

publicado às 17:43

31
Dez19

Parasitas

Não sei explicar porque demorei tanto tempo a ir ver este filme mas, felizmente, consegui vê-lo antes de terminar o ano. Parasitas, de Bong Joon Ho, é um filme sul-coreano que nos fala das assimetrias da nossa sociedade e dos sonhos que todos temos. Também é um filme sobre a família e o amor. Em certos momentos, fez-me lembrar Shoplifters, o filme japonês que foi o sucesso de 2018, pelo modo como mostra a pobreza extrema e a luta pela sobrevivência. Depois, há uma reviravolta um pouco "tarantinesca". Mas consegue enternecer-nos, apesar de tudo. 

Parasitas, que é um dos filmes nomeados para os Globos de Ouro (e muito provavelmente para os Óscares), já só está em exibição em dois cinemas de Lisboa. Ontem à noite a sala estava cheia. Se puderem, não percam.

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publicado às 10:15

30
Dez19

Best of 2019

Foi, genericamente, um ano mau. Não tão mau quanto 2012. Mas provavelmente pior do que todos os outros. Ou então é porque ainda está tudo muito fresco na minha cabeça. Mas estou em crer que não. Este foi o ano em que me senti mais frustrada no meu trabalho. Este foi o ano em que me senti mais frustrada como mãe. Este foi o ano em que me senti mais sozinha do que nunca e em que a única pessoa que me fez cócegas no coração não se apaixonou por mim, o que também me fez sentir frustrada. O que, vendo bem, é o retrato perfeito da minha vida, toda ela muito mais ou menos. Muito assim-assim. Muito nada de especial. Não quero ser injusta. Sei que tenho uma família que me apoia e me ajuda em tudo. Sei que tenho amigos dos bons. Sei que tenho muita sorte porque não temos doenças graves e este ano não perdi ninguém. Sei que tenho uma casa pela qual pago um preço justo e tenho um emprego que, até ver, me vai dando para pagar as contas. Sei que tenho dois filhos lindos que amo até ao infinito e mais além. Mas no momento em que me sento a fazer um balanço deste ano que passou não consigo sentir-me feliz. Pelo contrário. A única palavra que me ocorre é frustração. E só não faço deste um post de lamentações porque quero acabar o ano como o comecei: a pensar em coisas boas. Vou fixar-me nelas. Vou reviver todos os momentos bons de que me lembrar e fazer deles as minhas passas da meia-noite (as passas que eu nunca como à meia-noite porque só gosto de passas misturadas com comida, se calhar tem sido esse o meu erro). 

Para memória futura, o meu melhor de 2019 há de ser qualquer coisa como isto:

Os dias em que não me zango com eles.

Aquela tarde a beber chá na cama da Aline.

O jardim da Gulbenkian.

Os beijos.

E os abraços.

Fazer bolos.

Um jantar inesperado no indiano com a Sónia C.

A alegria do Pedro no parkour.

Cantar a Valsinha de mãos dadas.

Chegar ao final de mais um ano lectivo.

As férias.

Almoçar com o João Miguel.

O António está mais alto do que eu.

O Panorâmico de Monsanto.

O almoço no terraço da Sónia.

Na esplanada com a Ângela.

Os vários jantares com elas (all aboard ou lá o que é).

Aquela noite com a Paula F. e o Ricardo.

As conversas com a Paula (e tudo o que não precisamos de dizer porque já nos conhecemos tão bem).

O Alentejo. E as minhas pessoas de lá.

Um dia de praia na Arrifana.

Outro na Praia Verde.

Vê-los a dar mergulhos.

O concerto da Mayra Andrade com a Lina.

A minha amiga curou-se de uma doença má.

A serenidade da Cecília.

O almoço de aniversário, marcado em cima da hora, com a Isabel, a Helena e a Rute.

Os meus amigos. Todos eles.

A minha cozinha.

A viagem com a Ana ao Algarve.

Tricotar.

Os filmes, os livros, os espetáculos, as exposições, as músicas. The National, Devendra Banhardt, Dino D'Santiago, CapicuaDulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Afonso Cruz, Pedro Almodóvar, Tiago Guedes, Jafar Panahi, Grada Kilomba, Mário CruzTiago Rodrigues, Ivo Canelas, Mónica Calle, Miguel Seabra, Giacomo e Madalena. Outros de que agora não me lembro.

Dançar. 

Aqueles momentos em que acredito que vai correr tudo bem.

Nós os três.

Deitar-me de consciência tranquila.

publicado às 09:11

22
Dez19

Porque odiamos?

Acabei há dias de ler o novo livro da Isabel Allende, Uma Longa Pétala de Mar, que não é grande coisa mas serviu-me como aula de história sobre assuntos que nunca estudei na escola e de que só vou sabendo através de livros e filmes e etc.: Guerra Civil de Espanha, catalães refugiados em França, campo de concentração de Argèles-sur-Mer, o barco Winnipeg que levou os exilados para o Chile, as atrocidades do tempo de Pinochet. E esta semana vi, na televisão, o documentário O Silêncio dos Outros, sobre a revolta das vítimas do franquismo e a sua luta pelo não-esquecimento ou, pelo menos, por terem os restos mortais dos seus familiares. 

Também andei a ver a série Why We Hate?, produzida pelo Spielberg, que passou no canal Discovey. É uma série muito bem feita e, embora não nos mostre nada que seja realmente novo, fala de muitos tipos diferentes de ódio, o ódio individual e o ódio das massas, o ódio institucional mas também a homofobia, a xenofobia, o bullying, todo aquele ódio que leva uma pessoa a insultar, a bater, a dar um tiro em alguém que não lhe fez mal nenhum. Os casos incontornáveis: a escravatura negra, a Alemanha de Hitler e do Holocausto, o Ruanda, o Cambodja, o apartheid da África do Sul, o terrorismo. Muitos outros casos. É incrível como temos tantos séculos de história e de civilização e parece que não aprendemos nada e como, sistematicamente, em algum lugar do mundo, há pessoas a odiarem outras e a transformarem esse ódio em violência.

Porque odiamos? Não há uma resposta clara mas há ideias que merecem a nossa reflexão. Uma delas é que, geralmente, o ódio está associado a uma desumanização do outro. Quanto mais próximos estivermos de outra pessoa e quanto mais a virmos como igual a nós, menos probabilidades existem de a virmos a odiar. Portanto, promover a ideia de igualdade é um bom caminho para contermos o ódio.

Da mesma forma, tentarmos colocar-nos no lugar do outro. Se fosse eu naquela família, naquele bairro, naquele país, naquele tempo. Se fosse eu o judeu. Se fosse eu o negro. Se fosse eu na Síria, em vez de em Portugal. Quando fazemos este exercício não só criamos empatia com o outro como tomamos consciência da aleatoriedade da existência e do quanto da nossa vida não depende de nós. 

E, já agora, não esquermos. Não apagarmos a história. Sabermos que isto aconteceu, que isto existe ainda hoje. Por muito que nos custe. Por muito que seja horrível. Não virar a cara.

E mesmo que não façam mais nada. Mesmo que não sejam activistas. Mesmo que se calem. Mesmo que no vosso dia-a-dia finjam que não é nada convosco. Pensem nisto. 

publicado às 12:32

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Tristeza e Alegria na Vida das Girafas é um filme de Tiago Guedes com Maria Abreu, Tónan Quito, Miguel Borges, Miguel Guilherme, Romeu Runa, Gonçalo Waddington, Jorge Andrade e Tiago Rodrigues (vejam só o grupo de gente boa que aqui se juntou). Criado a partir de uma peça de teatro que já era muito boa, este é um filme feito com amor e cheio de pormenores deliciosos, desde o urso de peluche chamado Judy Garland à presença de Antón Tchekhov, passando pela música de Manel Cruz e por todo o grafismo, nada é deixado ao acaso nesta história de uma menina que se confronta com as contrariedades do mundo e aprende que ser crescido é não ter dinheiro para o Discovery Channel e isso não fazer mal. 

Para saber mais leiam o que escrevi AQUI.

E depois corram para o cinema porque vale muito a pena (e o filme é capaz de não ficar muito tempo em exibição).

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publicado às 10:05

Quando a habitação deixa de ser vista como um lar de alguém e passa a ser vista como "um activo financeiro", as pessoas deixam de ser vistas como pessoas e passam a ser empecilhos, obstáculos a grandes negócios, gente sem nome que é preciso expulsar rapidamente para se poder ganhar mais dinheiro. É isto que está a acontecer actualmente em Lisboa: aquilo que devia ser um direito básico de qualquer pessoa passa a ser um luxo apenas acessível a alguns. E, por arrasto, estraga-se uma cidade.

Não sou muito adepta de discursos radicais, não venho aqui dizer que as casas deveriam ser gratuitas e que toda a gente tem direito a um T3 no Saldanha. Mas há mínimos. E esses mínimos estão a ser ultrapassados em Lisboa, onde o boom turístico, a especulação imobiliária, o crescimento dos mercados do "arrendamento curto" e do luxo, a falta de regulamentação e a muita corrupção estão a pôr em causa a capacidade de muitas pessoas para pagar uma casa. E, reparem, eu já nem estou a dizer para terem uma casa. Não se trata sequer de ser proprietário (ainda que eternamente devedor ao banco). Trata-se apenas de conseguir pagar a renda de uma casa para morar. E já nem estou a falar do direito a permanecer na casa ou no bairro onde sempre moraram, junto das pessoas que conhecem, integrados na sua comunidade. É mesmo só ter um teto, sabem?, uma cozinha, um esquentador, essas coisas básicas.

É disto que fala o filme O que vai acontecer aqui?, do colectivo Left Hand Rotation, que estreou esta semana no DocLisboa mas que está disponível na íntegra online. Este é o trailer:

Eu sei que ao verem este filme algumas pessoas vão achar que esta realidade não é a sua. Às vezes temos dificuldade em sair do nosso lugar de privilégio. Mas é necessário que o façamos. Pois a verdade é que já não estamos só a falar de uma margem da sociedade, estamos a falar de trabalhadores (se preferirem, da classe média). De pessoas que vivem do seu ordenado num país onde o salário mínimo é de 600 euros e o ordenado médio é de 943 euros (brutos). E mesmo que ganhem um pouco mais é complicado. Já viram os preços das casas? 

Se pensam que ficar sem casa é coisa que acontece só aos outros, imaginem o que seria se, um dia, a empresa onde trabalham entrasse em falência e ficassem desempregados aos 40 anos, ou se se divorciassem e tivessem que procurar uma outra casa e pagar a renda (e todas as outras despesas) sozinhos, ou se, de repente, for a vossa a casa a ser vendida para ser transformada num hostel.

Ou até uma situação menos dramática: todos nós conhecemos histórias de pessoas que, nos últimos anos, tiveram de sair da sua casa devido ao súbito aumento da renda. Deixaram o centro da cidade e mudaram-se para as periferias, para os arredores, para a outra banda, para algum sítio onde os preços das casas ainda são acessíveis - até deixarem de ser, porque a lei do mercado funciona assim e quando a procura aumenta os preços também aumentam. E também não sei se já ouviram falar da falta de professores nas escolas da Grande Lisboa - porque é tão caro mudar para aqui que, feitas as contas, os professores preferem ficar onde estão, sem trabalhar e sem receber o seu miserável ordenado.

Isto está tudo ligado. Os velhinhos da Mouraria e os professores que não querem vir para Lisboa são todos vítimas desta mesma situação. Estamos todos a ser expulsos da cidade. E ainda só estou a falar das pessoas, mas não podemos deixar falar das consequências disto para as cidades.

Sobre esse assunto, porque isto não está a acontecer só em Lisboa e porque é mesmo algo que nos devia preocupar, aqui fica mais um trailer de um filme que ainda não estreou em Portugal e ainda não vi mas sobre o qual estou bastante curiosa: Push, de Frederik Gertten.

publicado às 17:53

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Existe em Dor e Glória, o novo filme de Pedro Almodóvar, a ideia bonita de que o universo encontra sempre um sentido para isto que nós andamos aqui a fazer e que as nossas acções e sentimentos, mais tarde ou mais cedo, hão de ser reconhecidos. Gosto desta ideia embora por vezes (muitas vezes) me custe acreditar nela. Também gostei muito do filme. Só podia. É um filme sobre o envelhecimento e sobre o modo como nos encontramos, a dado momento das nossas vidas, a olhar com olhos de ver para o passado e a querer perceber, afinal, o que nos trouxe até este momento em que estamos. É por isso, inevitavelmente, um filme sobre sonhos que nunca se concretizam. E outros que sim. Também é sobre a solidão. E sobre as mães e os filhos. Sobre o amor incondicional. E o outro amor.

Emocionei-me várias vezes ao longo do filme, com coisas pequenas, algumas palavras, algumas cenas. Nada de lágrimas arrebatadoras, apenas aquela emoção que nos faz mexer na cadeira e engolir em seco enquanto sentimos os olhos húmidos. Depois, quando vinha no carro para casa, umas breves lágrimas escorreram-me pela cara. Nem sei bem porquê. 

O Tarantino (de quem vi há exactamente uma semana, no mesmo cinema, Era uma vez em Hollywood) pode ser muito inteligente e saber muito de cinema e fazer filmes muito bem feitos e bonitos e cheios de referências e de ironia, mas não sabe nada sobre aquilo que nos mexe por dentro. Essa é que é essa.

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publicado às 16:54

Fomos ver o Toy Story 4 (em inglês e numa sessão à noite, que cá em casa já somos todos crescidos) e posso dizer-vos que é tão incrivelmente bom que a certa altura até me esqueci que estava a ver um filme de animação e em que, ainda por cima, as personagens são brinquedos. É tão bem feito a tantos níveis - a animação extraordinária, a história que nos prende, as diferentes personagens (com destaque para Forky, o garfo com dúvidas existenciais), as piadas e piscadelas de olho, o modo como retrata a infância e o modo como retrata a maturidade: afinal, os brinquedos somos nós, com as nossas paixões e os nossos dilemas de gente crescida.

Para grande vergonha dos meus filhos, ri às gargalhadas e lacrimejei um bocadinho - nada que se compare ao último Toy Story, mas sou uma chorona, nada a fazer. 

publicado às 10:08


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