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05
Jan20

De dez em dez

Um exercício narcísico para começar o ano. Não foi fácil encontrar fotos em que estou sozinha, mas lá consegui. Aqui estou eu, de dez em dez anos, sem filtros. 

1980 (just a kid):

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1990 (não devíamos guardar fotos da adolescência, pois não?):

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2000 (os gloriosos 20s, quando ainda acreditávamos que tudo era possível):

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2010 (devem ser as únicas fotos minhas em todo o ano, estava muito em modo mãe e de certeza que nestas fotos estou a olhar para os miúdos):

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2020 (rugas e sinais, mas continuo a olhar para eles):

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publicado às 15:21

31
Out19

É a vida

Não gosto nem desgosto de fazer anos. Não me incomoda isso dos anos que passam, mas nunca me apetece festejar. O que é estranho porque eu gosto muito dos aniversários das outras pessoas e de dar miminhos e de ir às festas delas. No entanto, tirando a festa dos 40 porque eram 40 e fazia sentido naquele momento fazer uma festa, sempre que posso no meu dia de anos vou para longe e estou apenas com a minha família. Nas outras vezes fico por cá e a única coisa que tento é não ir trabalhar para não ter que estar com pessoas de que não gosto e para não me irritar. Se for assim já é bom. Acabo por estar, ao longo do dia, com uma ou outra pessoa que aparece ou que se proporciona, sem grandes planos, sem grandes expectativas. Peço aos meus amigos que tenham paciência. Que não se aborreçam. Continuo a gostar de todos vocês e gosto muito de saber que também gostam de mim. Festejamos sempre que nos encontrarmos, combinado?

São 45 anos. Já sou uma senhora. Mas não sou.

Espero que pensem em mim quando ouvirem ESTA música. 

ESTA é a foto que resume quase tudo.

E o resto é mais ou menos assim:

Frank Sinatra, That's Life

publicado às 08:38

31
Out18

44

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Encontrar todos os dias um motivo para rir.

publicado às 08:33

05
Jul17

Ovelha negra

"Quando dizem que a idade está na cabeça, meu fígado e minha coluna dão uma risadinha sarcástica."

Rita Lee, quase 70 anos e muito "rockenrou", conta as suas memórias numa autobiografia sincera e divertida que é agora editada em Portugal.

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publicado às 08:39

 

Os Trovante foram o primeiro grupo que vi ao vivo, um concerto ao ar livre numas férias em família, em Lagos, era eu uma miúda. Com os anos fomos todos ficando fartos daquele "tu tu ru ru ru" mas esta versão de 125 Azul é, na verdade, bastante audível - eu tirava ali uns gritos da Lúcia Moniz e aquele olhar profundo do João Gil também era perfeitamente dispensável, mas pronto. O Carlão é o maior e tem uma voz do caraças. E, além disso, está a envelhecer como todos nós, está a engordar e até já tem duplo queixo. 

publicado às 14:54

02
Nov16

My girls

Por mim, tinha ido ao Piódão com a minha família e tinha sido o aniversário perfeito. Às vezes não acreditam, mas eu não sou uma pessoa de fazer festas. Sou uma pessoa de ir a festas, convidem-me que eu adoro. Mas organizar uma festa para mim é algo mesmo muito raro na minha biografia. Mas umas amigas começaram a chatear-me, que devia combinar qualquer coisa e porque é que não fazia uma festa e não sei quê. Ou então eram elas que estavam preocupadas comigo, com medo que me desse um ataque de nostalgia quando chegasse a casa depois do passeio. Pelo sim, pelo não, decidi convidá-las para virem cá a casa. Mas a minha casa não é lá muito grande e eu ainda assim tenho algumas amigas e, mesmo reduzindo os convites só a raparigas, comecei a stressar pois não conseguia decidir quem é que ia deixar de fora. E foi assim que uma coisa que não era nada passou a ser um fim-de-semana inteiro de festa. Primeiro, no Piódão com a minha maninha. Depois, chegar a casa às cinco tarde e tratar de fazer um bolo e outras coisas para receber um grupo de amigas ao serão. E, por fim, no dia seguinte, feriado, fazer outro bolo para um lanchinho com outro grupo de amigas. E foi a melhor decisão. Eu adoro fazer bolos, os miúdos adoram ter visitas e, apesar de não estarem todas as pessoas que eu gostaria, foi mesmo bom estar com estas que são algumas das minhas pessoas especiais. Deu para pôr a conversa em dia, rirmos muito, partilharmos histórias, bebermos um belo gin alentejano e darmos abraços. A Lina chamou-lhe um "lovely get together", e foram mesmo isso, dois "lovely get together". 

E uma curiosidade: tantas festas e não cantámos os parabéns. não foi uma decisão, aconteceu assim. eu não tinha velas, também ninguém se lembrou e não fez falta nenhuma. acho que isso só aconteceu porque estava mesmo feliz.

Obrigado, miúdas.

publicado às 20:59

Estava a organizar as fotografias do verão e de repente...

20160704_202218.jpgNão bastavam as rugas, as peles caídas, os sinais, os milhentos sinais que me nascem todos os dias no rosto e nas mãos e por todo o lado. Nesta fotografia, tirada em julho, nota-se, como nunca, a cicatriz que fiz, acima dos lábios, quando tinha dois anos. Eu já tinha reparado que a cicatriz estava cada vez mais visível, como se a pele, à medida que envelhece, estivesse a perder a capacidade para ocultar os pequenos defeitos que temos. E, agora, aqui está a prova. Envelhecer também é andar para trás. 

publicado às 22:40

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Foi em 1996. Há vinte anos terminei o curso. Há vinte anos comecei a trabalhar. Há vinte anos cheguei ao Diário de Notícias. Esta fotografia foi tirada há vinte anos e está aqui só para contrariar aquelas pessoas que me encontram na rua e gostam de dizer oh pá, estás nas mesma. Não, não estou. E isso é bom. Também é mau, mas é bom.

publicado às 15:43

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Esta manhã, enquanto os miúdos ainda dormiam, pus-me a arrumar jornais antigos e reencontrei a entrevista que a Ana Sousa Dias fez ao Jorge Silva Melo. Há um momento em que ele diz:

"Do que eu gosto mesmo a sério [nos filmes de cowboys] é isto: quando uma pessoa está em perigo, o melhor amigo aparece e mata o inimigo. Nem a gente sabe porquê, mas nos filmes do Howard Hawks é isso que acontece. Nós estamos em perigo, não sabemos o que fazer e nem é preciso palavras, a acção é nítida."

Acho que tenho a sorte de ter algumas pessoas assim, que me salvam sempre que eu preciso, às vezes com pequenas coisas, como a amiga que ontem, ao telefone, me dizia "adoro-te, xuxu", outras vezes com gestos grandes, como a amiga que uma noite destas apareceu cá em casa, munida de sushi e rosé, só porque sim, e já nem estou a falar da minha maninha que é a melhor mana do mundo e arredores e tem um papel especial nesta "cobóiada" que é a minha vida. 

Como se costuma dizer (parece que a frase é originalmente do Oscar Wilde mas também pode não ser): "Everything is going to be fine in the end. If it's not fine it's not the end." Se é assim nos filmes, porque não há de ser também na vida?

publicado às 12:08

17
Jul15

Vintage

sting.JPGO baixo do Sting, com a madeira gasta.

Cantarmos Every Breath You Take e lembrarmo-nos do anúncio da Shweppes.

Dores nas pernas depois de oito horas num festival de música.

publicado às 13:06


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