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A Gata Christie


Quarta-feira, 30.01.19

Não deixem calar a vossa voz

Bia Ferreira, Cota não é esmola

Estas últimas semanas não têm sido fáceis. Muito trabalho (bom trabalho, mas muito). O Pedro esteve doente. Depois eu estive doente. E nem me atrevo a queixar-me muito porque nos dias que correm, com tanta coisa má que acontece à nossa volta, uma gripe nem sequer é doença que valha a pena mencionar. Estas últimas semanas não têm sido fáceis. Também porque o mundo está um lugar cada vez mais perigoso.

Mas depois ouvimos esta Bia brasileira e maravilhosa e, nem que seja por uns instantes, acreditamos que coisas boas ainda vão acontecer.

Coisas boas vão acontecer. (repetir quantas vezes forem necessárias)

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por Gata às 16:44

Quinta-feira, 03.01.19

Descomplicar

Fui ver as Conversas Sérias da Marta Gautier e trouxe de lá algumas coisas para pensar e esta música dos Titãs que se chama Epitáfio e que fala de como tantas vezes perdemos tempo com coisas que não valem a pena em vez de nos concentrarmos naquilo que é realmente importante. Esse tem sido um caminho que me tenho esforçado por fazer nos últimos anos. Ainda não consigo completamente, como é óbvio. Ainda há muita coisa que me ocupa a cabeça e me tira noites de sono (quase sempre coisas relacionadas com os putos ou com trabalho). Ainda me irrito muito e desatino e perco o controlo (tantas vezes) e digo coisas absolutamente desnecessárias. Ainda desespero por vezes quando as coisas não são exactamente como eu gostaria e percebo que não consigo controlar tudo o que acontece na minha vida ou à minha volta. Mas, acreditem, já consegui livrar-me de muita tralha. Mesmo muita. Cada vez mais me afasto de conversas e de situações irrelevantes. Cada vez mais sei aquilo que (e quem) me interessa. Aceitar as imperfeições, minhas e dos outros. Encontrar a felicidade nas coisas pequenas. Dar o meu melhor a quem o merece. Escolher muito bem as minhas batalhas. Ignorar tudo o resto. É um caminho. Quero que seja o meu caminho, mesmo sabendo como é difícil.

Vamos lá, 2019.

"Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr"

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por Gata às 09:47

Domingo, 30.12.18

Estamos a precisar disto (2)

De dançar e não pensar em absolutamente mais nada.

Magnetic Fields, Nothing matters when we're dancing

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por Gata às 11:35

Quinta-feira, 27.12.18

Estamos a precisar disto

Relaxar é a palavra de ordem até 2019.

Bob Marley, Everything's Gonna Be Alright

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por Gata às 18:30

Sábado, 22.12.18

Nearness

Ontem à noite, no CCB, a Gisela João cantou isto. À sua maneira, como fez com o Silent Night ou com o Nature Boy, como se fossem fados acompanhados por uma orquestra e por um trio de jazz. E eu até me emocionei em alguns momentos. Porque é tão bonito. E porque é isto o importante da vida. 

"I need no soft lights to enchant me
If you will only grant me
The right to hold you ever so tight
And to feel in the night
The nearness of you"

The nearness of you, aqui por Ella Fitzgerald & Louis Armstrong

 

Não vale a pena guardar por escrito as coisas más que nos acontecem. Não vale mesmo. Não quero guardar as discussões, as injustiças, as idiotices, as pessoas que me magoam, o tempo mal gasto, os tropeções, as tristezas, as lágrimas, a solidão. De tudo isso não quero guardar se não uma vaga memória. Um sinal, apenas, para me recordar dos erros que não quero repetir. Quero guardar, isso sim, os abraços apertados, as gargalhadas partilhadas com quem importa, aquele dia em que fomos todos ver o Bohemian Rhapsody e saímos de lá a cantar We will rock you como se todos os dias fossem felizes (e depois tive que explicar aos putos o que é a Sida), quero guardar os nossos fins de tarde na praia, as férias (as férias, as férias), o sol quente na pele, a felicidade no rosto deles, os momentos que passamos com os nossos amigos, as palavras bonitas, a cara dos miúdos, de boca aberta de espanto a verem a magia Impossível do Luís de Matos, as borboletas na barriga quando damos um beijo e nada mais interessa. Por estes dias quero que seja assim. Que a vida desabe à nossa volta, não quero saber. Vou fechar os olhos, ouvir a Ella ou a Gisela, e só vou pensar em coisas boas.

Feliz natal.

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por Gata às 09:45

Segunda-feira, 22.10.18

Três dias, duas canções e a felicidade nas coisas pequenas (XXXVI)

Sexta-feira. Uma amiga com quem partilhar as angústias e as alegrias.

E um gin tónico de pijama.

Sábado. Uma amiga com quem partilhar um filme sobre o amor, A Star is Born.

E esta canção:

Bradley Cooper e Lady Gaga, Shallow

Domingo. Uma amiga que me dá abraços bons.

Um concerto para me aquecer a alma.

E esta canção:

Tribalistas, Sem você 

Há sempre coisas boas a acontecerem. Todos os dias. Só temos que estar atentos. 

E as coisas más a gente esquece.

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por Gata às 08:55

Sábado, 13.10.18

Da beleza

rosas_-_brandenburg_concertos_c_anne_van_aerschot_ 

Sentada na plateia, a deliciar-me com o espetáculo Os seis concertos brandeburgueses, de Anne Teresa de Keersmaeker, pensei na sorte que tenho. Por poder desfrutar de tamanha beleza. Por poder ficar ali, durante duas horas, a ouvir a música de Bach (tocada ao vivo por uma orquestra, o que faz toda a diferença) e a deixar-me levar pelos movimentos dos bailarinos. Maravilhosos. 

Era exactamente aquilo que eu precisava ontem à noite.

A semana foi horrível. Discussões com os putos, trabalho merdoso, angústias várias, aquela sensação de que estou a fazer tudo errado (é oficial: o efeito das férias já passou, estamos de volta ao momento em que estávamos antes de junho). E a culminar: antes de ir para a Culturgest, passei num velório, para dar um beijinho a um amigo que acabou de perder a sua pessoa. 

Só me apetecia fugir.

E depois isto. Deixar-me ir. A tensão a desaparecer do corpo e o sorriso a instalar-se na cara. Sim, sou mesmo uma pessoa com sorte. Mas às vezes esqueço-me.

mais uma sessão esta tarde, às 19.00. Aproveitem.

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por Gata às 09:48

Sexta-feira, 12.10.18

"You just gotta let it go"

 Eels, I need some sleep

 

(não é fácil, pois não, mas é mais fácil hoje do que era há uma semana.)

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por Gata às 11:25

Segunda-feira, 01.10.18

Este post é sobre ti

“Vais escrever sobre mim?”, perguntaste pouco depois de nos conhecermos, quando descobriste o blogue. Expliquei-te que nunca escrevo sobre determinados assuntos, pelo menos não abertamente. Os meus aires e desaires amorosos ficam reservados ao grupo de amigos que não sabe da minha vida por aqui.

“Um dia vais escrever sobre mim, vais ver”, disseste, confiante, como tu és. Como quem diz: um dia vou ser tão importante para ti que não vais ter como não o fazer. Ri-me. “Duvido", respondi. E cá dentro pensava: não vai acontecer.

*

O nosso encontro foi como um filme. Soubemos logo que nos íamos apaixonar perdidamente, ao mesmo tempo que soubemos que seria uma paixão sem futuro. Arriscámos vivê-la, ainda assim. Cada dia, uma vitória. 

*

Se eu achasse que todas as coisas acontecem por um motivo diria que nos encontrámos porque precisávamos de voltar a acreditar.

Tu precisavas de voltar a acreditar nas pessoas. Acreditar que nem todos são traidores, prontos a apunhalar-te pelas costas. Que há pessoas que apenas querem viver e sorrir e ser felizes com os outros. Que há pessoas que podem ser portos-de-abrigo. 

Eu precisava de voltar a acreditar que, algures, por aí, ainda há pessoas que me fazem perder o chão. Já começava a duvidar. A última vez que me tinha sentido assim já tinha sido há tanto tempo. (E é tão bom perder o controlo da situação, de vez em quando.)

*

A paixão torna-nos vulneráveis. A primeira vez que me fizeste chorar odiei-me por ter permitido que te tornasses assim tão importante.

Mas será possível ser de outra forma?

É melhor sentir e sofrer do que não sentir nada.

*

Este post foi sobre ti. E este ("eu sou o do beijos, não sou?", adivinhaste). E este também. E ainda este. E mais este. E finalmente este.

E então? Porque há de ser tudo velado? Porque não hei de escrever mesmo sobre ti? Medo do quê? Vergonha de quê? Quero lá saber o que as pessoas vão pensar.

Tinhas razão.

Este post é sobre ti, Pedro.

Para que nunca nos esqueçamos que nos encontrámos. Que foi muito bom. Que foi importante. Aconteça o que acontecer. Isto já ninguém nos tira.

E também para poder pôr aqui esta música, que é tão bonita:

Pulp, Something changed

"Life could have been different but then Something changed"

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por Gata às 23:59

Sexta-feira, 21.09.18

Dançar o azar, aprender a cair

"Dança o teu azar
enterra-o por aí
Vem passar por dentro
da tempestade
Lança-te a voar
nada como abrir
as asas ao vento
e aprender a cair"

Tempestade, a nova canção de Márcia

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por Gata às 15:37



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