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A Gata Christie


Terça-feira, 17.07.18

"Turn and face the strange"

 

"Changes", David Bowie

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por Gata às 00:03

Segunda-feira, 11.06.18

Ler na cozinha e outras revelações fantásticas

A Céu, do blogue Senhoras da Nossa Idade, fez me umas perguntas sobre livros e eu diverti-me imenso a responder, como podem ver AQUI

Uma coisa engraçada que eu descobri ultimamente é que quando me pedem uma breve nota biográfica eu nunca ponho as minhas habilitações literárias nem elaboro muito sobre o que faço no meu trabalho. O essencial de mim é isto: sou alentejana, sou mãe do António e do Pedro e sou jornalista. O resto são derivações. 

E, a propósito (se lerem o inquérito vão perceber porquê), fica aqui a música Desde que o samba é samba, de Caetano Veloso:

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por Gata às 22:44

Domingo, 13.05.18

Nothing else matters

"If you aren’t able to honestly, openly, constantly communicate with your partner, then nothing else matters. Your actions don’t matter, the sex you have doesn’t matter, the power struggles and the financial strains and the problems with this, that or the other thing don’t matter."

Diz a cantora e activista Amanda Palmer, entre outras coisas fixes, no The Guardian

E já agora fiquem-se com esta dela, The Messy Inside:

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por Gata às 22:41

Sábado, 21.04.18

"Somos apenas turistas nesta vida mas a vista não é má"

A frase é de David Byrne e foi retirada da entrevista que o músico deu ao jornal Público. É uma grande frase. Lembra-nos que devemos aproveitar o bom da vida enquanto por cá andamos.

Foi também a ler esse artigo que descobri o projeto Reasons to Be Cheerful, que é uma espécie de "a felicidade nas coisas pequenas" mas em grande, com uma colecção de coisas que correm bem no mundo e pequenos motivos para estarmos felizes mesmo quando olhamos à volta e parece que o mundo endoideceu e que isto não tem solução. Podem ser notícias relacionadas com a cultura mas também com educação, ambiente, ciência, saúde, energia, cidadania, urbanismo. E há por lá coisas muito inspiradoras. Que nos fazem pensar como também nós podemos fazer deste um mundo melhor, mesmo que seja só aqui no nosso bairro. Lá porque não podemos intervir nas coisas grandes, não devemos desistir de fazer o melhor possível naquilo que está ao nosso alcance.

Aqui está ele a explicar tudo:

 

Dei uma passagem por alto pelas músicas novas de David Byrne, do disco American Utopia, e ainda não fiquei convencida. Mas talvez precise de mais tempo:

 

 

(Já agora, uma curiosidade: foi completamente uma coincidência o facto de ontem estar em casa de manhã a ouvir Talking Heads. Ainda nem sequer tinha lido a entrevista. E não deixa de ser engraçado.)

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por Gata às 09:30

Sexta-feira, 20.04.18

Letting the days go by

Talking Heads, Once in a Lifetime

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por Gata às 10:54

Sábado, 24.03.18

De outra forma estaremos perdidos

Likke Li, "Dance, dance, dance"

E quando tudo falhar, dançamos. Dançamos e esquecemos as mazelas e as olheiras, as notas e as crises, os medos e as mudanças, as contas e os trabalhos.

Pior será quando não pudermos dançar.

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por Gata às 10:38

Domingo, 11.03.18

Just

"I just want to find a friend
I don't need another lover
One day the world may end
But there's still plenty to discover
Till then I'll just pretend
I don't need another lover"

Portugal. The Man, So Young

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por Gata às 17:42

Quinta-feira, 08.02.18

Filhos com pouca "punkada"

Só hoje - terminada a primeira ronda de testes (tem sido muito duro) - tivemos, finalmente, tempo para começar a explorar o livro A História do Rock para pais fanáticos e filhos com punkada, de Rita Nabais (texto) e Joana Raimundo (ilustrações). Expliquei-lhes o conceito, vimos algumas páginas e depois deixei-os escolher os músicos sobre os quais queriam saber mais. O Pedro escolheu Guns n'Roses, porque os reconheceu imediatamente na capa. O António elegeu Nirvana e Arctic Monkeys, nomes que lhe eram familiares. Lemos os textos, procurámos vídeos no youtube, ouvimos algumas músicas. Depois eles fartaram-se e começaram a pedir outras músicas, daquelas horrorosas que costumam ouvir, e tive que acabar com a brincadeira e mandá-los para cama. 

É incrível a forma como os miúdos resistem às coisas novas. Começam a dizer que não gostam antes sequer de ter ouvido, da mesma forma que sempre que proponho um passeio qualquer eles dizem logo que é uma seca antes mesmo de perceberem onde é que vamos. Faz parte da adolescência, imagino, esta recusa de tudo o que venha dos pais. Dos cotas só pode vir aborrecimento, não é? Tenho portanto aqui muito trabalhinho pela frente para tentar abrir os ouvidos desta malta (e reparem que estou a falar de pô-los a ouvir pop, rock, coisas assim mesmo banais, nem é como se lhes tivesse a mostrar Rachmaninoff) mas não pode ser de uma maneira impositiva. Como tudo o resto, é ir colocando as sementes e esperar que, mais tarde ou mais cedo, floresça dali alguma coisa. 

Entretanto, se quiserem saber mais sobre este livro, no sábado haverá uma apresentação em Lisboa: será às 22.00 no Musicbox (Cais do Sodré), com a participação do Nuno Markl, e a seguir há música para dançar. 

O Iggy Pop viu a sua caricatura e achou-a "cool".

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por Gata às 21:54

Quinta-feira, 08.02.18

Respirar

1. Fui almoçar ao Mezze, o restaurante de comida do médio Oriente no Mercado de Arroios que abriu em setembro do ano passado e que tem também como missão fomentar a integração de refugiados sírios. Tenho acompanhado o projecto nas redes sociais mas ainda não tinha tido oportunidade de lá ir. Aconselho mesmo. Boa comida, boa onda. Não vos consigo dizer o que comi (e também não tirei fotos) mas era tudo bom e em quantidade mais do que suficiente. Não é propriamente barato (paguei 17 euros) mas vale a pena a experiência. Fiquei com vontade de voltar e experimentar outros pratos.

2. Fui ao cinema. Tenho visto muitos filmes no computador, admito, mas esta é sempre uma solução de recurso. Nada se compara a ver um filme no grande ecrã. Gosto mesmo de ir ao cinema, mesmo que seja numa matiné às duas da tarde, numa sala quase vazia, só com meia dúzia de velhotas. Fui ver o Phantom Thread/ Linha Fantasma, de Paul Thomas Anderson, com Daniel Day-Lewis e Vicky Krieps. É a história de um estilista muito conceituado, requisitado pela senhoras da alta sociedade, na Londres na década de 1950. E de como a jovem Alma consegue penetrar nesse seu mundo cheio de regras e de rotinas. É um filme muito bonito. Muito bem realizado. Muito bem interpretado. Com uma música obsessiva de Johny Greenwood. Cheio de mistérios e de vestidos lindos. É também um filme sobre aparências. E sobre o amor (parece que andamos sempre a falar do mesmo). E de como o amor nem sempre é como nós achamos que devia ser.

 3. A música de Sufjan Stevens. A música que ele fez para Call Me By Your Name e as outras, algumas que eu já conhecia e outras que não conhecia. Tem sido a minha banda sonora nos últimos dias.

Ainda não fui ver o mar. Mas um dia de folga a meio da semana, com isto tudo e ainda a passear sozinha ao sol pelas ruas de Lisboa, em silêncio, pode ser suficiente para recuperar a energia. Respirar. Para não sufocar.

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por Gata às 11:23

Segunda-feira, 22.01.18

Actores

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Tudo começa com o casting. O mesmo texto dito por actores diferentes, com emoções diferentes, transforma-se num outro texto. Esse é um dos (super) poderes dos actores. Mas há mais. O de viverem vidas que não são a sua. E mortes também. E de nos mostrarem sentimentos que de outra forma desconheceríamos. O de improvisar. O de fazer o mesmo, todas as noites, sempre igual e sempre diferente. O de rir quando é para rir. E de chorar quando é para chorar. O de mudar de personagem como quem muda de camisa, de manhã, à tarde e à noite, uma pessoa diferente a cada hora, com um outro passado, uma maneira de andar, uma voz, uma intenção. Os actores são atletas emocionais, diz-se a certa altura. E, tal como os outros atletas, têm de treinar uma e outra vez, para se apresentarem em forma no momento da competição. Dando a ilusão que é fácil numa ginástica de que, tantas vezes, nos esquecemos (se eles forem bons, diria, se eles forem mesmo bons, não nos mostram o seu verdadeiro eu, não nos deixam perceber o que por ali vai, as dores que sentem no corpo e na alma, as suas dores tão bem escondidas que às vezes até eles próprios as esquecem).

Os actores têm ainda mais um poder que eu - pessoa que só obrigada se coloca perante uma audiência e, ainda assim, com suores frios, dores de barriga e voz tremida - admiro imenso, que é essa capacidade de darem o corpo às balas, de se exporem perante o público, seja uma sala esgotada ou uma plateia vazia, sem medo do ridículo, sabendo que estarão permanentemente a ser julgados. E ainda bem que o fazem porque só assim podem tocar os que estão sentados no escuro, mesmo à sua frente.

É de tudo isto que fala Actores, o espectáculo absolutamente fantástico que Marco Martins criou (e encena e realiza e interpreta) com os actores Nuno Lopes, Bruno Nogueira, Miguel Guilherme, Rita Cabaço, Luísa Cruz e Carolina Amaral.

Não é para termos pena deles. É para os admirarmos (ainda mais). 

Um espectáculo com tudo no sítio - os excertos escolhidos dos espectáculos em que estes actores participaram, os enquadramentos da câmara, os momentos de riso e os momentos mais sérios, a voz do encenador que interrompe (mesmo) quando acha que é necessário repetir, as histórias que são ou não verdadeiras e tanto faz, as interpretações dos actores que fazem de actores. E, quando achávamos que já nada nos poderia surpreender, aquele final. 

Esta música. E nós, deleitados, a vê-los.

 

"Everybody's gotta live
And everybody's gunna die
Everybody's gotta live
I think you know the reason why"

Love, Everybody's Gotta Live

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por Gata às 21:21



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