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Estive a ver o documentário sobre a Joan Didion, na Netflix. Jornalista e escritora, Didion é a autora de O Ano do Pensamento Mágico, monólogo brutal sobre a morte e a perda que Eunice Muñoz interpretou há uns anos no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Diogo Infante. Não conhecia mais nada dela e fiquei com muita vontade de ler as suas reportagens e ensaios e livros e tudo. Pareceu-me uma mulher do caraças.

[Também me fez pensar em mim e perguntar-me porque é que escrevo, aqui e não só. Não, não me estou a comparar à Joan Didion, não me interpretem mal. Mas gostava de ser suficientemente corajosa - e talentosa, para dizer a verdade - para escrever algumas coisas que gostaria de escrever. Talvez um dia. Talvez nunca. Who knows.]

Angústias existencialistas à parte, tenho aproveitado estes dias para ver outros documentários, também na Netflix. Não tenho visto nenhuma ficção. Estou numa fase "vidas reais". Gostei destes:

Frank Sinatra: All or Nothing - visão muito soft sobre o cantor, sem grandes escândalos nem Marilyn por perto, mas, ainda assim, como eu não sabia muito sobre a vida dele, gostei bastante.

Miles Davis: Birth of the Cool - o trompetista da voz rouca teve uma vida cheia de altos e baixos, eu não conheço nada de jazz mas, mais uma vez, gostei de ficar a saber montes coisas que não sabia.

Mucho, mucho amor: The legend of Walter Mercado - não fazia ideia quem era esta pessoa, nunca tinha ouvido falar dele, mas fiquei completamente fascinada por este artista e astrólogo de Porto Rico, figura andrógina e grande estrela da televisão hispânica nos anos 70, 80 e 90. 

publicado às 15:57

Em que sonhamos com as férias e temos a sensação de que tudo é possível.

Parcels, Tieduprightnow

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publicado às 10:25

15
Jun20

Desconfinando

Houve um momento, já quase no fim do almoço, em que, não sei bem como nem porquê, pusemo-nos a cantar os Vampiros do Zeca Afonso. E eu dei por mim a pensar nas saudades que tinha da minha família. Caramba. Encontrámo-nos, finalmente, no feriado do corpo de deus, depois de quase seis meses de distância - o que é imenso, até para mim que estou habituada a estar longe por dois ou três meses  - e demos abraços e beijos, com moderação mas demos, porque não podíamos não o fazer. Temos estado a desconfinar, lentamente mas a desconfinar. O Pedro voltou aos treinos de parkour e continua a brincar com os vizinhos no terraço - é engraçado ver como a quarentena uniu os miúdos destes prédios, uns que já se conheciam, outros que nunca sequer tinham aparecido à janela, e agora são todos amigos. O António tem saído pelo menos uma vez por semana para estar com os amigos, jogar à bola e cirandar por aí, e até foram um dia à praia. Com mil recomendações e máscara e gel para as mãos, mas a tentar recuperar a sua adolescência interrompida. E eu também. Apesar de ainda em teletrabalho tenho feito cada vez mais trabalhos na rua e tentado estar com algumas pessoas que são importantes para mim. Ainda faltam algumas. E têm sido encontros muito breves e sempre ao ar livre. Mas, apesar de todas as mensagens e telefonemas e videochamadas, e mesmo, na maior parte dos casos, sem beijos e abraços, não há nada melhor do que estar com as nossas pessoas. Só estar. Sentirmo-nos acompanhados. E depois as conversas, os olhares, as gargalhadas, os momentos partilhados. As canções que cantamos juntos. 

publicado às 10:03

Uma das coisas boas que aconteceu durante esta quarentena foi podermos dançar (ou só "chillar", como se diz) ao som dos sets do Branko. Ele festejou o desconfinamento com este momento maravilhoso, num terraço de Lisboa:

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publicado às 09:02

Dia 43, sexta-feira, 24 de abril
Hoje, depois de passar a manhã a estudar matemática, fui às compras, diverti-me a inventar histórias com os títulos dos livros, a seguir demorei horas a arrumar os livros todos nos seus lugares, respondi a um inquérito do Oceanário, votei num cartaz para o Todos, transformei o hall de entrada num ginásio e fiz uma aula de "glúteos + abdominais + pernas", vi dois episódios e meio de uma série e fui passear com o Pedro.
Já faltou mais para me pôr a fazer pão.
De facto, a quarentena sem trabalhar é outra coisa (mas amanhã estou outra vez a bulir que é para não me habituar).
Doem-me bastante as pernas. Acho que estou a acordar músculos que estavam adormecidos há décadas.
Amanhã experimento o pilates.

Dia 44, sábado, 25 de abril
De manhã estudámos o Estado Novo, o que até fazia todo o sentido.
À 1 comecei a trabalhar. Às 3 fiz uma pausa, levei o computador para a janela da cozinha e pus o Zeca a cantar. Oh mãe, a sério?, suspiraram eles, sem se moverem do sofá. Cantei feliz, apesar de envergonhada. Apareceram dois ou três vizinhos. Nada de entusiasmos. Fui à janela da frente e pus a cabeça de fora para acenar a uma vizinha lá de cima que também tinha o Grândola a tocar.
Voltei ao meu trabalho.
O António, que desde que isto começou ainda não tinha ido mais longe do que o terraço, decidiu sair de casa para ir comprar gomas. A adolescência é, de facto, um lugar estranho.
O Pedro foi ao terraço festejar o aniversário de uma vizinha. Eram uma meia dúzia de miúdos a brincar às escondidas e era já de noite quando o chamei para jantar.
Agora, e seguindo as indicações das professoras de história, estivemos a ver o Capitães de Abril. Mas foi uma seca para todos, incluindo para mim que não me consegui abstrair da falta de sincronização entre a voz e os lábios e achei o filme de uma maneira geral bastante mauzinho.
Valha-nos a Revolução que foi bonita e nos deu a democracia e a liberdade.

Dia 45, domingo, 26 de abril
De manhã acabei de ver a série Unebelievable na Netflix e agora à noite vimos o Hotel Mumbai - digamos que hoje a minha fé na bondade das pessoas está um pouco pelas ruas da amargura.
Há coisas que não mudam: estamos confinados mas continua a não ser fixe trabalhar ao fim-de-semana.
Há coisas que mudam: estar de folga à segunda-feira costuma significar tempo para mim e para as minhas cenas, mas amanhã vai ser só mais um dia como os outros.

Dia 46, segunda-feira, 27 de abril
Às segundas os professores mandam os planos de trabalho da semana. Os professores estão a dar matéria nova, a toda a velocidade. Lê o manual e resolve a ficha. Agora faz a correção. Agora vê o vídeo. Faz um trabalho de pesquisa. Copia a definição para o caderno. Faz mais uma ficha. E a seguir temos videochamada para esclarecer dúvidas. Um professor com 20 a 30 alunos de 11 anos em videochamada a darem os números racionais ou o estado novo ou o sistema reprodutor. Desliguem o micro, não se ouve, podem calar-se? E nisto vamos avançando mais uma páginas. Não tarda nada chegamos ao fim do livro e lançamos um foguete.
Está tudo bem. Eu controlo tudo, mais de perto ou mais de longe, conforme o caso, temos computadores e agora até tenho algum tempo. Não me queixo. E no fundo eu até gosto de estudar com eles algumas matérias (e nas outras dou um jeito). Mas é muito exigente. E se eu - que tenho estas condições - acho exigente, então, de certeza que há muitos miúdos que estão a ficar para trás porque não têm quem lhes explique, quem controle, quem os mande ficar sentados, quem os corrija, quem os lembre dos prazos, quem os incentive, quem se zangue (às vezes é preciso). Quem lhes diga: vai brincar, paciência, entregas esse trabalho fora do prazo, não faz mal.
Continuo com muitas dúvidas sobre isto tudo.

Dia 47, terça-feira, 28 de abril
O dia começou com um senhor a bater-me à porta para me entregar uma prenda-surpresa-deliciosa da minha irmã.
E acabou comigo a adormecer no sofá pouco depois das dez da noite.
Os dias de quarentena são assim como as relações. No início, parece mesmo que é desta que vamos cumprir o plano de ginástica e fazer pão e quem sabe até jogar monopólio com os putos. Mas pouco depois percebemos que afinal vai ser só mais um dia como os outros, com trabalhos da escola, limpeza da casa, passeios higiénicos e, com sorte, um filmezeco da Netflix.

Dia 48, quarta-feira, 29 de abril
Começou bem. Com uma chuvinha mas bem. Fomos fazer o cartão de cidadão do Pedro, que estava marcado há meses mas que foi pago como urgente (lol), e aproveitámos para fazer a caminhada higiénica e comprar fruta e legumes, tudo de uma assentada. Às 11.30 já estava outra vez em casa, de banho tomado, devidamente higienizada e confinada.
E pronto. A partir daí foi só chateações, entre trabalhos da escola e reuniões de zoom, mails e grupos de WhatsApp de trabalho. Nem sequer jantei. Acabei agora mesmo de comer um prato de Nestum e vou direitinha para a cama.
Um dia ainda me hão de contar como é que funciona isso de "ter demasiado tempo livre". Estou curiosa.

Dia 49, quinta-feira, 30 de abril
Hoje o Pedro teve cinco "aulas síncronas", incluindo uma aula teórica de educação física, e as três últimas aulas sem sequer ter intervalos (isto está tudo a correr lindamente, como se vê). Às 20 para as seis, dez minutos antes do fim da aula de ciências, e já com fernicoques (bela palavra) no corpo, enquanto a professora explicava o teste do pezinho, olhou para mim e: posso desligar? Eu estava mesmo a acabar o meu trabalho, por isso: podes. Desligámos os dois e fomos passear.
Já há um arrumador no Fonte Nova. E usa máscara. É a normalidade a regressar de forma bastante anormal.
Ao serão vimos O Impossível. O António já tinha visto e anunciou que não ia ver outra vez porque era muito triste. Eu também já tinha visto mas nunca recuso uma oportunidade para derramar uma lagrimita.

Hoje é Dia do Trabalhador e eu tinha tantas coisas a dizer sobre o assunto. Mas fica só esta música, para dançar e libertar todos os demónios:

Blister in the Sun, Violent Femmes

publicado às 10:45

16
Abr20

Ode aos amigos

Uma das coisas boas desta quarentena: os amigos.

Os que mandam mensagens, os que telefonam, os que me lêem, os que me ouvem, os que comentam, os que fazem like, os que mandam corações, os que se preocupam, os que perdoam as minhas tantas falhas, os que me aturam, os que me amam, os que eu amo, os que se lembram, os que me conhecem o suficiente para ler nas minhas entrelinhas, os que não dizem nada mas não faz mal porque nos entendemos assim mesmo e porque, algo que não sei explicar, os amigos verdadeiros gostam-se até nos silêncios e nas ausências. Os que vou ter prazer em reencontrar e abraçar. E apertar com muita força para que não voltem a ficar distantes. Aqueles com quem me vou sentar a conversar conversas inacabáveis. Os que irão dançar comigo. Aqueles com quem quero sentar-me a ver o mar.

Nunca poderei agradecer suficientemente aos meus amigos, todos eles, os antigos e os mais recentes, por, cada um à sua maneira, me salvarem, muitas vezes sem sequer saberem. 

E ainda: aproveitar o vírus para descartar da minha vida, sem sentimentos de culpa, as poucas pessoas a que, por engano, chamava amigos, mas que estão longe de o ser. 

All My Friends, LCD Soundsystem

("If I could see all my friends tonight")

publicado às 16:31

Ora vejam só esta maravilha: Please Don't Talk About Me When I'm Gone, tema de 1930 que talvez conheçam nas vozes de Ella Fitzgerald ou Dean Martin, aqui interpretado pela 24 Robbers Swing Band e dançado por vários lindy hopers em confinamento por esse Portugal fora. Pura alegria. Não há depressão que resista a isto, pois não?

A Ana Isabel, que eu não conheço mas que costuma ler a Gata, mandou-me este vídeo porque sabe que eu gosto de dançar. O que ela não sabe é que eu acho isto mesmo fixe e ando há uns três anos a ganhar coragem para me inscrever nas aulas de lindy hop mas a falta de tempo e a falta de jeito para cumprir coreografias e dançar em pares tem sido mais forte. Não posso prometer que quando isto tudo terminar vou aprender lindy hop porque não gosto de prometer coisas que provavelmente não vou cumprir, mas vou pedir à Rute, minha amiga lindy hoper, para não me deixar dizer que não da próxima vez que me desafiar para um bailarico.

Boa Páscoa.

publicado às 09:37

Leio por aí vários posts e comentários de pessoas que encontram alguma satisfação nisto tudo por, finalmente, terem tempo para estar com a família ou (o que é ainda mais triste) estarem agora a descobrir como é bom passarem tempo juntos. Tenho uma certa pena dessas pessoas que precisaram de uma pandemia para percerceber isso (mas, bom, mais vale tarde do que nunca).

Eu não tenho tido esse tipo de revelações porque há muito tempo que sei exactamente quais são as minhas prioridades e que dou valor às minhas pessoas (os meus filhos, a minha família, os meus amigos) - talvez por isso agora me façam tanta falta aqueles que tenho que manter à distância. Eu gosto muito de estar com os meus filhos e não imagino sequer como seria ter de passar por isto sozinha. Mas, sinceramente, gostaria mais de estar com eles de férias, a passear por aí, mesmo que não fosse muito longe, do que assim.

É que, como continuo a trabalhar (e muito) e como tenho de fazer todas as tarefas da casa, incluindo perder horas nas filas sempre que é preciso comprar um iogurte, não me sobra assim muito tempo nem muita energia (nem muita cabeça) para jogar às cartas ou para fazer trabalhos manuais ou até para ver séries na Netflix ou ler livros. Além disso, não sei se já vos disse que tenho dois adolescentes cheios de energia (e de hormonas) que há várias semanas não saem de casa, não praticam os seus desportos nem estão com os amigos. Portanto, estamos aqui os três enfiados e, sim, gostamos muito uns dos outros e damos muitos abraços e beijinhos, mas isto não é propriamente o paraíso familiar.

Fazemos o nosso melhor. 

O nosso melhor, às vezes, é gritarmos e batermos com as portas e dizermos que estamos fartos.

O meu melhor, às vezes, é esperar que eles adormeçam, fechar-me no quarto escuro e chorar um bocadinho de desespero por não saber muito bem o que ando aqui a fazer e que raio de pessoas vamos ser quando isto tudo acabar, se os putos alguma vez vão recuperar destas semanas passadas a jogar playstation e a ver vídeos estúpidos no youtube, se voltaremos a abraçar as pessoas de que gostamos, se continuarei a ter um emprego, se conseguiremos dar a volta ao vírus e à crise que virá.

Depois passa.

Uma das coisas que me fez bem na semana que passou foi ouvir o disco novo do Dino D'Santiago. Fez-me ter vontade de dançar.

E dançar é bom.

publicado às 09:52

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A atriz e encenadora Raquel Castro andava a pensar na morte. Na sua própria morte. Acontece-nos a todos, a determinada altura, suponho. Para se distrair da morte, decidiu colocar todas as suas angústias num espectáculo, intitulado A Morte de Raquel, no qual se imagina a morrer aos 99 anos, em 2080, e imagina também o que terá sido a sua vida até então, numa mistura entre realidade e ficção que torna o exercício mais arriscado e, por isso, mais interessante. No momento de morrer, que balanço faremos disto tudo? Que memórias vão ser relevantes? Que imagem guardarão os outros de nós? O resultado é, portanto, muito mais do que um espectáculo sobre a morte. É um espectáculo sobre a vida. Sobre aquilo que faz a vida valer a pena. Sobre os beijos que demos. Sobre as vezes em que fomos corajosos. Sobre aquilo que deixamos para trás (as pessoas, as obras, o lixo). Sobre as cicatrizes que temos no coração. Sobre aquilo que não fizemos, também. Montado como se fosse um velório, como se nós, público, fôssemos lá para nos despedirmos de Raquel, o espectáculo tem alguns momentos mais tristes, porque a morte de alguém é sempre triste, mas tem partes bastante divertidas - porque é melhor se levarmos isto tudo a rir. E também porque os momentos felizes são para serem celebrados.

Na verdade, andamos aqui todos a distrair-nos da morte da melhor maneira que sabemos.

E, no final, dançamos, claro. 

Modern Love, David Bowie

 

O espectáculo A Morte de Raquel está no Teatro São Luiz até 15 de março. Depois não digam que não avisei.

publicado às 18:29

Esta é a minha música preferida do novo disco da Capicua. Adoro esta ideia de que mesmo quando tudo está partido aos bocados podemos pegar nesses caquinhos e transformá-los em algo bonito. Há que aceitar a imperfeição para sermos a melhor versão de nós, diz-nos ela. Para mim, este é um exercício diário.

"Eu sei que hoje está difícil e só queres sumir do mundo
Comer baldes de gelado e entrar em coma profundo.
Que estás farta das humilhações, do fracasso das relações
De conselhos e sugestões, bom senso e boas intenções.
Do corpo, do desporto, do teu saldo, do teu salto,
Porque o saldo é sempre baixo e o teu salto é muito alto!
Tu estás farta dos emails e dos grupos do WhatsApp,
Dos chatos do chat, do teu chefe e toda a internet!
Tu tás farta de segundas, e de terças e de quartas
E de quintas e de sextas, até das folgas te fartas!
Porque há brunch e sumos detox, laser e botox
Porque há secas e dietas e profetas e blogs.
E estás farta do bom gosto, do suposto, do imposto.
Tu estás farta do bom moço, e do desgosto bem disposto.
Tu estás farta, farta, farta até de ti
Mas bora colar os caquinhos e fazer um Gaudí!

Eu vou colar esses caquinhos e fazer um Gaudí
Fazer um Gaudí, bora fazer um Gaudí
Eu vou colar esses caquinhos e fazer um Gaudí
Fazer um Gaudí, bora fazer um Gaudí!

Eu sei que estás de TPM, com fome, mal dormida
Que estás farta da rotina e dizes mal da tua vida!
Sem pachorra para nada, para a nata, para a night
Para a make, para o date, para o face, para o hype.
Para o lifestyle, livestream, live fast, live the dream
Gente snob, pseudostar, do indie ao mainstream.
Farta do excesso, do processo e da prece
Do sexo dos anjos, dos anos de stress.
Da falta de tempo, de falar do tempo,
Tudo ao mesmo tempo sem tempo pra ti!
Da falta de jeito, de ficar sem jeito
E de não haver jeito de saíres daí!
Farta de clichês, de guichês, de porquês
Farta de tirar a senha e esperar pelo fim do mês!
Estás de coração partido, ego ferido, já vi
Mas bora colar os caquinhos e fazer um Gaudí!

Sei que estás pelos cabelos, da DR, do divã
De falar de problemas e dos planos para amanhã.
Farta de ser pró ou contra, anti ou semi
Bora aceitar a idecisão e escolher o melhor pra ti.
Sem pena, nem dilema, ter orgulho no BI
Há que aceitar a imperfeição pra ser melhor versão de si.
Iguana cada escama é drama que passou por ti
E se este mundo é surreal, bora fazer um Dalí!

Eu vou colar esses caquinhos e fazer um Gaudí
Fazer um Gaudí, bora fazer um Gaudí
E se este mundo é surreal bora fazer um Dalí
Fazer um Dalí, bora fazer um Dalí!"

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publicado às 16:56


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