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No outro dia, entrei na Livraria Barata e fiquei de coração partido.

Lembro-me bem da Barata. Naquele tempo ainda não havia lojas Fnac e centros comerciais de jeito só as Amoreiras. Havia as antigas livrarias da Baixa que agonizava, a Arco-Íris no Campo Pequeno e a Buchholz no Marquês, mas eram todas um bocado fora de mão. O centro do meu mundo era a avenida de Roma e era lá que ficava a Barata. A Barata era ela mesma um mundo, um mundo encantado de livros, livros aos montes, empilhados uns em cima dos outros, prateleiras até ao tecto, era preciso subir a um escadote para alcançá-los, prateleiras com filas duplas. Livros em todas as línguas, os essenciais da Penguin em paperback, os livros de poesia do Al Berto, os livros de capas coloridas do Pedro Paixão, os clássicos russos, livros de todos os géneros e para todos os gostos. Era um sítio quentinho, aconchegante, onde era bom ir nem que fosse só para passear. Vou ali à Barata ver as novidades, dizíamos, enquanto fazíamos tempo para a sessão no Londres. Era à Barata que íamos, horas antes de apanharmos a camioneta para o natal, comprar as prendas que faltavam, fossem livros ou canetas, canecas ou pins.

No outro dia, entrei na Livraria Barata e fiquei de coração partido. As prateleiras estão vazias, conseguem imaginar? Prateleiras vazias. Uma livraria com restos de colecção, em fim de catálogo, a saldo. À beira de fechar, segundo leio das notícias. Que tristeza.

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(fotografia tirada da internet, de quando tudo ainda corria bem)

publicado às 08:23

05
Jan20

De dez em dez

Um exercício narcísico para começar o ano. Não foi fácil encontrar fotos em que estou sozinha, mas lá consegui. Aqui estou eu, de dez em dez anos, sem filtros. 

1980 (just a kid):

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1990 (não devíamos guardar fotos da adolescência, pois não?):

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2000 (os gloriosos 20s, quando ainda acreditávamos que tudo era possível):

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2010 (devem ser as únicas fotos minhas em todo o ano, estava muito em modo mãe e de certeza que nestas fotos estou a olhar para os miúdos):

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2020 (rugas e sinais, mas continuo a olhar para eles):

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publicado às 15:21

01
Ago19

Agostos

Os verões eram longos. Nunca mais acabavam. Depois das férias na praia, sempre em julho, ainda havia um agosto inteiro pela frente para nos aborrecermos pela casa, espraiadas no sofá a ler livros aos quadradinhos com sotaque brasileiro ou a ver filmes antigos e os programas do Júlio Isidro nos dois únicos canais de televisão que havia. Às vezes, conto isto aos meus filhos. Conseguem imaginar? Dois canais de tv, sem telemóvel, sem internet, sem consolas. Eles ficam de boca aberta. E fazias o quê?, perguntam. Nem eu sei. Quando éramos ainda crianças brincávamos com as bonecas ou no quintal, na adolescência acho que nos limitávamos a estar por ali. Líamos (a minha irmã mais do que eu, eu não lia muito para ser sincera). Jogávamos crapô. Havia as limpezas de verão nas quais tínhamos de colaborar limpando as estantes dos livros (um a um) ou lavando os mil bibelôts. E pouco mais, parece-me. Os verões eram longos e quentes. Um calor abrasador logo pela manhã. A casa na penumbra. Só nos atrevíamos a sair mais tarde. Às vezes havia uma ou outra amiga que também estava por lá em agosto e com quem me encontrava ao final do dia, depois do lanche, hoje em minha casa, amanhã na tua, só para nos entediarmos juntas. Para contarmos os dias que faltavam até setembro, até à feira, até à escola. Bebíamos leite gelado com suchard express. E comíamos gelados super maxi. Mas, pensando nisso, aquilo que me ocorre é que os meus verões tinham sabor a salada de tomate. Em todas as refeições comíamos salada feita com tomates maduros e muito vermelhos, que sabiam mesmo a tomate, ao contrário dos tomates de agora que não sabem a nada. Ao contrário de agora, em que os verões já não se parecem nada com verões.

publicado às 15:16

Quando vejo os vídeos das festas dos estudantes universitários, estejam eles alcoolizados e a fazer figuras tristes, ou mascarados de veteranos e a mandarem os mais novos rastejar no chão, não sinto qualquer tipo de empatia por aquelas pessoas. Pelo contrário. Sinto repulsa. E até alguma vergonha. Porém, antes de produzir algum discurso sobre aquilo, é preciso lembrar duas verdades:

- aqueles jovens não são todos os jovens. aqueles estudantes universitários não representam todos os estudantes universitários. há quem consiga tirar um curso e nunca tenha mostrado as mamas para beber um shot à borla nem qualquer coisa do género.

- as bebedeiras e as figuras tristes dos estudantes nas semanas académicas não são uma novidade do novo milénio. o que é novidade é que agora há lives no facebook e no instagram que mostram a todo o mundo (incluindo aos paizinhos que juravam que o meu filho nunca) o que sempre aconteceu.

Eu também já fui estudante universitária. Tenho ideia que houve uma aula de praxe e que depois de nos terem enganado os veteranos pintaram-nos a cara em grande galhofa. Mas o que mais recordo daquela primeira semana de aulas na faculdade é que fizemos um piqueninque no parque Eduardo VII em que partilhámos croquetes e pastéis de bacalhau e que depois houve um jantar de curso, que éramos muitos na sala dos fundos de um restaurante de segunda ao pé da universidade, que nos levaram a beber ginjinha e ao Intendente que nessa altura ainda não era uma zona recomendável e ao Bairro Alto para dançarmos ao som dos Cure e dos Violent Femmes e que para aqueles que, como eu, vinham de fora, foi a primeira vez que saímos à noite em Lisboa. E também me lembro que nessa semana - que terminou com um grupo de malta a cantar-me os parabéns numa das "famosíssimas" festas de Comunicação Social da Nova - conheci pessoas do 2º, do 3º e até do 4º ano, colegas com quem passei a almoçar na cantina, amigos com quem passei horas a conversar ao sol na esplanada, alunos mais velhos que nos passaram apontamentos e fotocópias e que, alguns deles, se juntaram aos caloiros tardes inteiras a estudar lógica nas mesas do Continental. 

Tive sorte, é verdade. Porque aquele curso e aquela faculdade eram especiais. Mas depois fiz as minhas escolhas porque sou dona do meu nariz. Nunca fui veterana nem veneranda, nunca praxei nem humilhei nenhum caloiro. Ignorei ostensivamente todas as semanas académicas. Estava demasiado ocupada com outras coisas que me interessavam mais do que ir a um concerto do Quim Barreiros ou participar no rally das tascas. Não me vesti de preto nem arranjei uma capa quentíssima para me pavonear pelas ruas da cidade em pleno calor de maio, as meninas de saia, pois claro, que as meninas têm de usar saias e sapatos, não se podia usar ténis com o traje, não era permitido. E eu sempre odiei uniformes e carneiradas. Não cantei nunca que a mulher gorda a mim não me convém. Não fui à bênção das fitas porque nunca percebi para que é que precisava de uma missa para terminar o curso em beleza. Nem sequer tive fitas - mas tenho álbuns com fotografias das pessoas que me acompanharam nesses quatro anos. Não tenho anel de curso e nunca ninguém me tratou por senhora doutora. Não faço ideia onde tenho (ou sequer se tenho) um canudo que comprova a minha passagem pela faculdade. 

E no entanto foram belos os tempos. De grandes aprendizagens (nas aulas e fora delas), de grandes divertimentos, de grandes amizades. De boas memórias.

A tradição académica é o que nós fizermos dela. Como todas as tradições, aliás. Estão sempre a tempo de se renovarem.

publicado às 19:49

A mim bastava-me ele ter imaginado e editado o DNA  - que li com tanto prazer durante dez anos; onde conheci algumas das pessoas mais importantes na minha carreira e fiz amigos para a vida; onde aprendi, entre outras coisas, que não há impossíveis e que quando um trabalho é bom tem sempre interesse para o leitor e se não for bom não se publica (reescrever, emendar, completar até ficar como deve ser); o DNA onde, ainda miúda, publiquei alguns dos trabalhos que mais me orgulho de ter feito nestes vinte anos (e só isso diz tanto).

A mim bastava-me ele ter imaginado e editado o DNA mas a verdade é que o Pedro Rolo Duarte fez muito mais do que isso, como conto neste artigo e também neste, escritos num dia triste, contendo as lágrimas, porque o trabalho de um jornalista também é isto.

Hoje era o dia para ir dar abraços apertados a algumas pessoas que o conheceram mesmo bem mas o trabalho pôs-me num comboio com destino ao Porto (mais uma vez, ser jornalista também é isto). Vou lendo as palavras da Sónia e pensando em todos os sonhos que tínhamos em 1997 e em como não faz sentido morrer com 53 anos e tanta coisa ainda por fazer e tanta vida por viver.

É uma merda, é o que é. 

publicado às 10:18

06
Nov17

Remar remar

Cresci com eles. Com os contentores e o homem do leme, em cassetes manhosas. Não sei a quantos concertos dos Xutos já fui. No Passeio Marítimo, no Coliseu, no Campo Pequeno, no Estádio do Belenenses, no Rock in Rio, na Meo Arena, noutros palcos. Quantas vezes cantei com eles em viagens de carro. Os braços cruzados, as letras todas sabidas, reconhecer as canções ao primeiro acorde. Quantas vezes falei com eles, ao telefone e ao vivo, a pôr um ar profissional mas com vontade de lhes pedir um autógrafo. Este sábado não pude ir. E pensar que pode ter sido o último concerto. E ficar triste a ver este sorriso do Zé Pedro. Ficar mesmo triste. Como se fosse um amigo. E querer dizer-lhe: Força, Zé Pedro.

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Fotografia de Paulo Spranger/ Global Imagens,

no concerto de 4 de novembro de 2017 no Coliseu de Lisboa

 

publicado às 14:42

06
Jul17

Dez anos

Há dez anos, os blogs não eram como agora. Pelo menos que me lembre. Ainda não havia gente que vivia disto, nem posts patrocinados nem agências de comunicação a mandar mails que começam com "cara blogger", os bloggers não era convidados para eventos nem recebiam sapatos pelo correio nem tinham férias pagas. Há dez anos, os blogs eram espaços para escrever e para debater ideias, havia ainda muitos blogs colectivos e havia realmente discussões políticas que passavam por aqui. Os que sonhavam ser escritores publicavam em blogs os seus primeiros contos, os que sonhavam ser opinadores estreavam-se nas crónicas, os que sonhavam ser políticos tiravam o maior partido deste fórum público. Havia alguns blogs mais pessoais, que falavam do quotidiano.

Este começou assim. Em julho. O primeiro texto foi publicado no dia 18 mas andou a ser escrito durante semanas se bem me lembro, não era uma coisa qualquer. O que é que eu esperava disto? Não muito, quer-me parecer. Tal como agora. 2007 foi um desses anos em que sentimos a vida a mudar. Apeteceu-me ter um blog para escrever sem regras, sem editores, sem agenda - sempre soube que não tenho grande veia literária, deus me livre de escrever ficção, mas talvez me descobrisse uma cronista de mão cheia. Não aconteceu. Rapidamente o blog se tornou um diário, um espaço de desabafos, de apontamentos sem a mínima importância, outros que só são importantes para mim. O meu sítio.

No início só disse a meia dúzia de amigos para virem ler isto. Depois uns foram dizendo a outros, começaram a aparecer por aqui amigos mais distantes, a família, os conhecidos e até os desconhecidos, de vez em quando há um texto que é mais partilhado e vem muita gente cá espreitar. Nesses dias fico um bocadinho aflita, é como se de repente uma cambada de estranhos me entrasse pelo porta dentro e eu a pensar que não limpei bem a casa e o que é que eles vão ficar a achar de mim. Hoje já não tenho problemas em que saibam que a Gata sou eu mas achei que seria mais divertido continuar a não assinar. Quem ler com atenção facilmente percebe. Quem sabe sabe, quem não sabe paciência. E também não é como se tivesse assim muitos leitores.

Houve alturas em que, vendo outros blogs a ganharem notoriedade, pensei que poderia esforçar-me para também ser uma blogger como deve ser, mas logo percebi que não tenho feitio para tal. Que não me iria dar prazer e, sinceramente, para fazer coisas de que não gosto já tenho o resto da vida. Só escrevo quando me apetece e sobre o que me apetece. Quando isto for um esforço, será algo completamente diferente.

E por aqui estou há dez anos. Confortavelmente. No meu cantinho. Mesmo que ninguém leia, mesmo que ninguém goste, este sítio tornou-se uma parte da minha vida. Não só porque gosto realmente de escrever aqui - pode não parecer, mas perco mesmo muito tempo a pensar no que vou escrever e na maneira como quero escrever, a escolher as fotos, os links, as frases, posso passar horas nisto até acertar no post tal como o quero publicar (e passo horas a fazer posts que depois acabam por não ser publicados) - mas também porque também gosto muito de vir aqui ler os posts mais antigos. Eu sei que isto é capaz de ser um pouco narcísico, mas este blog é como os meus álbuns de fotografias, uma maneira de eu fixar momentos, pensamentos, sensações, de não me esquecer de algumas coisas e de me organizar por dentro. Escrevo sobre a minha vida, os meus filhos, os livros que leio, os filmes que vejo, aquilo que me preocupa, as coisas boas da vida, algumas coisas menos boas. Escrever para os outros é muito diferente de escrever num caderno, ajuda-me a elaborar melhor as minhas ideias, obriga-me a fundamentar opiniões, a focar-me naquilo que interessa. Também por isso é tão importante escolher bem o que publico. Olhando para trás, há textos que eu hoje escreveria de maneira diferente mas são poucos aqueles que me arrependo de ter escrito ou que sinto como desnecessários. Dentro da futilidade que é ter um diário público, tento encontrar aqui o equilíbrio (o meu equilíbrio) entre o que guardo e o que mostro.

Assim vamos. Enquanto valer a pena.

publicado às 09:34

Na minha casa havia (e quando eu digo a minha casa quero dizer a casa onde cresci) uma cozinha que tinha uma porta para uma despensa. Na porta da despensa estava sempre pendurado um calendário, daqueles que tinham uma fotografia com gatinhos ou flores no topo e depois era preciso ir arrancando as páginas para passar os meses. Todos os anos mudávamos o calendário.

Lembrei-me disto quando estava a ler Hoje estarás comigo no paraíso, de Bruno Vieira Amaral. Aliás, lembrei-me de muitas coisas da minha infância porque o narrador do livro, que é também o autor, há de ter mais ou menos a mesma idade do que eu e cresceu nos anos 70 e 80 a ver as novelas que eu via, a ouvir as músicas que eu ouvia e a ter brincadeiras e conversas muito parecidas com as minhas. Esse foi, sem dúvida, o primeiro grande fascínio que este livro exerceu em mim. Quando ele fala do Bataclan eu sei exactamente do que é que ele está a falar. Ou o Zeca Diabo. Ou a Vera Roquete. Ou as bicicletas BMX. Ou o 605 Forte. Até porque a Margem Sul é um bocado Alentejo. Bruno Vieira Amaral tem essa habilidade de trazer estes pequenos nadas das nossas vidas quotidianas para os seus romances. De transformar as minhas memórias de infância em cenário de um crime. A Baixa da Banheira onde eu ia de visita aos meus tios, o parque infantil com um avião onde brincava com os meus primos, aquelas ruas cheias de blocos de apartamentos como não havia na minha terra. O trânsito na ponte para chegar a Lisboa. 

Há mais coisas neste livro de que gosto mesmo muito. Uma é o facto de a ficção assentar não só em memórias como em factos reais. O autor teve, certamente, de fazer uma enorme investigação para poder trazer todos aqueles factos para o livro sem cometer erros. Seja citar um artigo de jornal ou referir um acontecimento que apareceu no telejornal em 1985, o filme que estava a dar na televisão ou as cheias que molharam Luanda. São estes pormenores verdadeiros que dão consistência àquela história e àquelas personagens. E lhe permitem imaginar as vidas que poderiam ter existido pelo meio. Juntar as histórias que a avó lhe contou com as histórias que a avó lhe poderia ter contado e aquilo encaixar tudo de tal maneira que deixa de ser possível distinguir entre verdade e ficção. Acho esse trabalho fascinante. 

E, finalmente, um tema que tanto me interessa: nunca tinha lido nenhum romance onde se retratasse tão bem a vida dos africanos e portugueses que vieram das ex-colónias. E dos seus filhos e netos. Claro que há O Retorno, da Dulce Maria Cardoso. Mas no livro do Bruno Vieira Amaral já estamos numa fase posterior - na fase da instalação, da integração (ou não), do que se seguiu. Dos sonhos que ficaram para trás. Da África que se instalou à volta de Lisboa. Dos bairros como guetos. Dos trabalhadores nas obras. Ou na Lisnave. Nos domingos com cerveja. Nos sabores que vieram de longe. E os putos que cresceram nesses novos bairros e que de África só ouviram falar.

Que boa leitura.

publicado às 14:51

 

Os Trovante foram o primeiro grupo que vi ao vivo, um concerto ao ar livre numas férias em família, em Lagos, era eu uma miúda. Com os anos fomos todos ficando fartos daquele "tu tu ru ru ru" mas esta versão de 125 Azul é, na verdade, bastante audível - eu tirava ali uns gritos da Lúcia Moniz e aquele olhar profundo do João Gil também era perfeitamente dispensável, mas pronto. O Carlão é o maior e tem uma voz do caraças. E, além disso, está a envelhecer como todos nós, está a engordar e até já tem duplo queixo. 

publicado às 14:54

Calhou estar na noite de natal em casa de uma amiga, ela ter recebido um gira-discos de presente e nós estarmos naquele momento a explorar os discos de vinil da nossa juventude. Calhou ela ter, ali, o Last Christmas e o Careless Whisper em 45 rotações e, de repente, sabermos que George Michael tinha morrido e ficarmos todos meio nostálgicos. A lembrarmo-nos. Aos 10 anos, dançávamos assim, aos saltinhos, a agitar os braços, muito leves, muito felizes. Mesmo crescida, sempre gostei mais do George Michael que se dançava do que daquele que sofria em melosas baladas românticas. Não posso dizer que tenha sido um músico assim muito importante para mim mas admito que, muito por causa do trabalho mas não só, tenho ouvido as suas canções nos últimos dias e é verdade que as conheço quase todas e até sei cantar os refrões. Acho mesmo que é preciso ter crescido nos anos 80 para entender isto. 

Wake Me Up Before You Go Go (1984)

I Want Your Sex (1987)

Faith (1987)

Too Funky (1992)

Outside (1998)

 

publicado às 08:35


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