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18
Fev20

Refugiados

Debaixo do Céu é um documentário de Nicholas Oulman sobre judeus que, por causa das políticas nazis, fugiram da Alemanha (ou da Bélgica ou da França ou da Holanda) e se tornaram refugiados. Todos eles acabam por, em algum momento, passar por Portugal. É engraçado saber o que eles acharam do nosso país, mas isso não é de todo o mais importante aqui. O mais importante é ouvir os seus testemunhos sobre a guerra e sobre o holocausto. Eram crianças e jovens, viviam a sua vida tranquilamente, iam à escola, tinham amigos. E de repente passaram a ser o inimigo. Tiveram que fugir, uns com os pais, outros com os irmãos. Tão novos e já a lutar por sobreviver. E a tentar entender o mundo.

É um filme contado pelos sobreviventes, agora já idosos, e por isso cheio de memórias imprecisas, de pequenos detalhes, de perguntas sem resposta.

E é também um filme que nos faz pensar no mundo de hoje. Nos refugiados que todos os dias tentam atravessar o mar e chegar à Europa. No que os faz correr o risco de uma viagem que tantas vezes acaba em morte, sem saberem o que vão encontrar. 

Debaixo do Céu está a passar por estes dias no canais Tv Cine. 

 

Já agora, também vi, nesta última semana:

- um documentário sobre Eduardo Prado Coelho, que passou na RTP2. Vale a pena porque EPC era, de facto, uma figura fascinante. Mas soube-me a pouco. Falta-lhe ali aquele rasgo que fazia de EPC um intelectual muito diferente dos aborrecidos professores universitários seus contemporâneos. Formalmente, também é um documentário muito certinho, muito by the book.

- e os dois episódios de Nós, Portugueses: nascer para não morrer (Fundação Francisco Manuel dos Santos/ RTP1), que são um bom ponto de partida para reflectirmos nos problemas demográficos (e, consequentemente, sociais, económicos, ambientais) que enfrentamos. É um trabalho muito bem feito, que ouve muitos especialistas mas nunca é demasiado especializado. Fiquei com vontade de mais, gostaria que tivesse talvez ido mais longe. Mas é de facto um documentário para o prime time e para o grande público - e nesse sentido cumpre os seus objectivos. Na minha opinião abusa um pouco dos drones, mas, pronto, não é grave.

publicado às 12:04

25
Jan20

A Amiga Genial

Estive a ver a série Amiga Genial (HBO), baseada no primeiro livro da tetralogia de Elena Ferrante, e tenho mixed feelings. Por um lado, gosto muito da imagem em tons pastel. Gosto do bairro. Gosto de Nápoles e de Ischia. Gosto dos actores, que correspondem bem àquilo que imaginámos quando lemos os livros. Acho que a adaptação está correcta, é claro que faltam alguns pormenores mas seria impossível pôr tudo na série e o essencial está lá, quem não leu os livros não sentirá falta de nada e penso que consegue captar a complexidade daquela amizade e daquelas cabeças. Mas (e este é um grande mas) apetece-me abanar aquelas duas. Falta-lhes vida. Faltam-lhes risos e palavras e espontaneidade. Sobretudo quando crescem. Parece que estão sempre demasiado pensativas, de braços caídos, de olhar no infinito. Quase sempre inexpressivas. Isso não acontece com as outras personagens, só com Lila e Lenù, por isso penso que seja intencional. Mas tenho alguma dificuldade em vê-las como miúdas normais, que eram, com aquela postura. E é uma pena porque o resto está mesmo tudo tão bem.

Dito isto, se houver mais episódios eu irei vê-los, claro.

publicado às 19:50

Não sou grande consumidora de séries mas estou em crer que desde que Charlotte e Miranda nos mostraram as maravilhas do Rabbitt, na quinta temporada de Sexo e a Cidade, que uma série não falava tão abertamente de masturbação feminina como acontece na primeira temporada de Fleabag. Só por isso esta série já merecia um pouco atenção. Mas a verdade é que Fleabag faz muito mais do que isso pois fala de mulheres e de sexo sem complexos, com inteligência e com humor, o que é uma verdadeira raridade.

A criadora de Fleabag é Phoebe Waller-Bridge, atriz e argumentista britânica que tem agora 34 anos. Tudo começou como um pequeno solo de stand-up comedy que depois deu origem à primeira temporada de uma série sobre uma mulher independente e solteira, em Londres, as suas angústias, os seus desejos, os seus falhanços, as suas paixões, as suas tristezas e a relação com a família - a irmã e o cunhado, o pai e a madrasta. Ela é daquelas pessoas a quem corre sempre tudo mal, mas também é daquelas que consegue (quase) sempre desenrascar-se. Com inúmeros defeitos mas por quem nos apaixonamos ao primeiro sorriso. A primeira temporada estreou em 2016 na BBC e o sucesso foi enorme, pelo que a segunda temporada estreou em 2019. Ambas estão disponíveis em Portugal no serviço da Amazon Prime. Cada temporada tem seis episódios com menos de 30 minutos, o que significa que esta é a série ideal para uma noitada de binge watching. É quase impossível parar, garanto-vos.

Fleabag foi nomeada para vários vários prémios, e ganhou alguns deles, incluindo Emmys e Globos de Ouro, o último dos quais na semana passada para a melhor atriz, Phoebe Waller-Bridge. Apesar disso, ela já garantiu que não vai haver terceira temporada pois não vê como poderá ser mais criativa e levar mais longe as premissas da série (por exemplo, os apartes da personagem, que "conversa" com os espectadores). Apesar de ter imensa pena de não ter mais episódios para ver, espero que mantenha a sua decisão. É que a série, tal como está, é tão boa, com as doses certas de humor e drama, emoção e sexo, reflexão e palhaçada, que era bem provável que ficássemos desiludidos com a continuação. 

Fleabag significa espelunca (se for um lugar) ou de má reputação (se for uma pessoa). Não se deixem enganar pelo título. Para mim, é mesmo do melhor que há por aí.

Podia deixar aqui o trailer, mas prefiro deixar-vos esta pérola sobre a menopausa (e sobre isto de ser mulher) por Kristin Scott-Thomas, num dos episódios da segunda temporada:

publicado às 18:23

22
Dez19

Porque odiamos?

Acabei há dias de ler o novo livro da Isabel Allende, Uma Longa Pétala de Mar, que não é grande coisa mas serviu-me como aula de história sobre assuntos que nunca estudei na escola e de que só vou sabendo através de livros e filmes e etc.: Guerra Civil de Espanha, catalães refugiados em França, campo de concentração de Argèles-sur-Mer, o barco Winnipeg que levou os exilados para o Chile, as atrocidades do tempo de Pinochet. E esta semana vi, na televisão, o documentário O Silêncio dos Outros, sobre a revolta das vítimas do franquismo e a sua luta pelo não-esquecimento ou, pelo menos, por terem os restos mortais dos seus familiares. 

Também andei a ver a série Why We Hate?, produzida pelo Spielberg, que passou no canal Discovey. É uma série muito bem feita e, embora não nos mostre nada que seja realmente novo, fala de muitos tipos diferentes de ódio, o ódio individual e o ódio das massas, o ódio institucional mas também a homofobia, a xenofobia, o bullying, todo aquele ódio que leva uma pessoa a insultar, a bater, a dar um tiro em alguém que não lhe fez mal nenhum. Os casos incontornáveis: a escravatura negra, a Alemanha de Hitler e do Holocausto, o Ruanda, o Cambodja, o apartheid da África do Sul, o terrorismo. Muitos outros casos. É incrível como temos tantos séculos de história e de civilização e parece que não aprendemos nada e como, sistematicamente, em algum lugar do mundo, há pessoas a odiarem outras e a transformarem esse ódio em violência.

Porque odiamos? Não há uma resposta clara mas há ideias que merecem a nossa reflexão. Uma delas é que, geralmente, o ódio está associado a uma desumanização do outro. Quanto mais próximos estivermos de outra pessoa e quanto mais a virmos como igual a nós, menos probabilidades existem de a virmos a odiar. Portanto, promover a ideia de igualdade é um bom caminho para contermos o ódio.

Da mesma forma, tentarmos colocar-nos no lugar do outro. Se fosse eu naquela família, naquele bairro, naquele país, naquele tempo. Se fosse eu o judeu. Se fosse eu o negro. Se fosse eu na Síria, em vez de em Portugal. Quando fazemos este exercício não só criamos empatia com o outro como tomamos consciência da aleatoriedade da existência e do quanto da nossa vida não depende de nós. 

E, já agora, não esquermos. Não apagarmos a história. Sabermos que isto aconteceu, que isto existe ainda hoje. Por muito que nos custe. Por muito que seja horrível. Não virar a cara.

E mesmo que não façam mais nada. Mesmo que não sejam activistas. Mesmo que se calem. Mesmo que no vosso dia-a-dia finjam que não é nada convosco. Pensem nisto. 

publicado às 12:32

14
Ago19

Indo e vindo

Descansar e desligar (os aparelhos mas também a cabeça) são os objectivos principais para os próximos tempos. Duvido que os consiga cumprir completamente, mas não custa tentar. 

Deixo-vos três ideias para estes dias de agosto:

Se estiverem em Lisboa, arrisquem ir ver o espectáculo Mário, que está em cena no Cinema São Jorge. O actor Flávio Gil interpreta este monólogo inspirado na história verdadeira de Valentim de Barros, um bailarino que, no Estado Novo, foi preso e internado como louco, apenas por ser homossexual.

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(a foto é de Pedro Rocha/Global Imagens)

Quem gostou da primeira temporada de The Letdown já tem a segunda temporada disponível na Netflix. Na minha opinião, estes episódios são ainda melhores. Esta não é só uma série sobre a maternidade, é sobre a vida toda das mães, incluindo o trabalho, o marido, os amigos, as idas ao cabeleireiro e os vários pequenos e grandes dramas do dia-a-dia.

E, por fim, voltar a esta canção: Como uma onda, música de Lulu Santos com letra de Nelson Motta. Só para nos lembrarmos que "a vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito". Não adianta fugir.

publicado às 14:28

Já há muito tempo que não venho aqui partilhar coisas bonitas, o que é uma injustiça porque até quando tudo parece correr mal na nossa vida há coisas bonitas a acontecerem.

Por exemplo, ainda vão a tempo de ir ver o espectáculo Xtròrdinário do Teatro Praga para os 125 anos do Teatro São Luiz. Se gostaram da Tropa Fandanga vão gostar ainda mais deste "musicól" que é muito divertido e "não binário". E tem os Fado Bicha, que são maravilhosos.

Já estreou na Netflix a terceira temporada da série Easy e continua a ser muito a vida como ela é, histórias de pessoas comuns com desejos comuns e problemas comuns. Sem batalhas sangrentas. Tal e qual como que gosto.

A Lena D'Água tem um disco novo, que se chama Desalmadamente. Eu ainda não o ouvi todo mas gostei muito daquilo que ouvi. Espero mesmo que lhe corra bem este come back. Esta é a Grande Festa e faz-nos abanar o corpinho com leveza:

E, já agora, o Manel Cruz também tem Vida Nova, que é como quem diz um novo álbum. E esta canção, O Navio Dela, é qualquer coisa. Prestem atenção à letra.

"A minha mulher não é minha
É da cabeça dela
Mesmo achando que sim
Não precisa de mim
Isso é o que me agrada nela"

As coisas bonitas que encontro por aí, os amigos e a minha cozinha. Esta tem sido a minha terapia. Só me falta dançar. Mas há meses (anos?) que ando sem paciência para discotecas e noitadas. Tenho de encontrar um sítio com bom ambiente para dançar antes, muito antes, da meia-noite. Alguma sugestão?

publicado às 08:29

16
Abr19

Vivian Maier

Descobri a Vivian Maier por acaso, como quase tudo o que nos acontece de bom. Numa noite de tédio em frente da televisão, ora vamos lá ver o que há para aqui para me entreter até me dar o sono. E havia este documentário sobre uma fotógrafa.

Vivian Maier nasceu em 1929 em Nova Iorque e cresceu para ser uma mulher solitária. Sem família, sem amores. Trabalhou brevemente numa fábrica e percebeu que não era nada disso que queria, então decidiu tornar-se ama, um trabalho que lhe permitia passar parte do dia na rua, a brincar e a passear com as crianças, e que além disso lhe dava alojamento e liberdade. Ela não precisava de mais nada. Não era propriamente a ama mais carinhosa do mundo. Falava pouco. Não contava nada da sua vida a ninguém. Em cada casa por onde passou contou um passado diferente, apresentou-se inclusivamente com nomes diferentes. No seu quarto, fechado à chave, guardava recortes de jornais e outras mil bugigangas. Descrevem-na como uma mulher "estranha", ou seja, diferente das outras. Muito alta, quase sempre de chapéu de abas na cabeça, com roupas pouco charmosas.

Vivian andava sempre com a sua Roliflex ao pescoço e fotografava de tudo um pouco. Mas imprimiu muito poucas fotografias. Fotografava obsessivamente e é óbvio que isso lhe dava prazer, mas não se interessava por ver as fotografias que tirava, muito menos por mostrá-las a outras pessoas. Quando morreu, sozinha e na pobreza, em 2009, deixou caixas cheias de milhares de negativos, rolos por revelar, provas de contacto. E só então se descobriu a maravilhosa fotógrafa que ela era. As suas fotografias, muitas a preto e branco, algumas a cores, são um documento incrível sobre a vida - em Nova Iorque, em Chicago, noutras partes do mundo - nos anos 50, 60 e 70. E o que é ainda mais fascinante é que aparentemente ela tirava aquelas fotografias instintivamente, enquanto deambulava pelas ruas, sozinha ou com crianças, sem perder muito tempo a pensar no enquadramento e na luz, muitas vezes apanhando as pessoas desprevenidas. Um momento. Um clique. E o resultado é incrível - descubram o seu trabalho no site www.vivianmaier.com que não se vão arrepender.

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Não temos que ser todos iguais. Ainda bem que não somos todos iguais. São as pessoas que são diferentes, que pensam de maneira diferente, que não se enquadram, que, ainda que se sujeitem às regras sociais, mantêm uma cabeça livre, são essas pessoas que fazem geralmente coisas maravilhosas. Ainda que sejam pequenas. Pequenas coisas maravilhosas. Como as fotografias de Vivian Maier.

publicado às 09:31

After Life é uma minissérie de seis episódios escritos, realizados e interpretados por Ricky Gervais. Tendo visto Gervais em The Office, a fazer solos de stand up ou a apresentar os Globos de Ouro, uma pessoa poderia esperar que esta fosse uma série de comédia. Mas não. É muito negra até. Esta é a história de um homem, Tony, que acabou de perder a mulher e que está a passar por um complicado processo de luto, sem vontade de continuar a viver, sem conseguir encontrar qualquer sentido nisto tudo. Isto tudo é um pai que está num lar e praticamente não o reconhece, um emprego que já não o entusiasma como repórter no jornal local, e uma série de pessoas com que se vai cruzando e que lhe vão mostrando como a vida pode ser bastante ridícula. E no entanto há uma enorme ternura aqui. After Life não nos faz rir e isso acaba por ser uma boa surpresa.

publicado às 22:03

31
Jan19

Shalom shalom

No dia em que fiquei em casa doente, depois de despachar um texto de trabalho, pus-me a navegar na Netflix à procura de algo que me apetecesse ver e descobri isto:

Shtisel é uma série israelita, de 2013, sobre uma família judia ortodoxa que mora no bairro Geula, em Jerusalém. A série é falada é hebraico (li que as personagens mais velhas falam yiddish) e é fascinante pelo modo como retrata o dia-a-dia destes judeus haredi -  tudo é tão diferente, das roupas, chapéus e penteados, passando pelas comidas e bebidas, até aos namoros e casamentos. Por exemplo: homens e mulheres não se podem tocar antes de casar, existe um rabino casamenteiro que arranja os encontros (que acontecem sempre em locais públicos), os casamentos são decididos pela família e, mesmo depois, os casais dormem em camas separadas. As mulheres têm de cobrir o seu cabelo verdadeiro com turbantes ou perucas, na escola as crianças praticamente só estudam temas religiosos, no bairro não há internet e até a televisão é inexistente (e depois há a avó que vai para um lar não-ortodoxo e aos 88 anos fica fã das séries americanas). Tanto quanto consegui perceber, a série retrata a vida destes judeus com grande realismo, mostrando as coisas boas e menos boas - afinal, por mais religiosas que sejam e por mais que tentem controlar os seus ímpetos, estas personagens são humanas, têm medos e desejos que nem sempre se acalmam com uma oração. Mas ao mesmo tempo a série tem um grande sentido de humor.

Ainda só vi meia dúzia de episódios mas já posso dizer que Shtisel foi uma boa e inesperada descoberta. Aqui fica a sugestão para quem, como eu, não tem paciência para a outra maluca das arrumações em degradê.

publicado às 19:53

1. Djaimilia Pereira de Almeida tem um livro novo. Depois de Esse cabelo, de que eu já tinha gostado tanto, ela agora publica Luanda, Lisboa, Paraíso, um livro triste, daqueles que em certas páginas nos deixa com um nó na garganta, sobretudo por ser tão a vida como ela é e por a vida às vezes ser assim mesmo triste. Também gostei de conhecê-la. Leiam aqui para ficarem a saber mais sobre ela e sobre o livro.

2. Consegui, finalmente!, ir ver BlacKkKlansman, o mais recente joint de Spike Lee, e posso dizer-vos que vale muito a pena. Fala de racismo, claro, e põe-nos a pensar nos dias de hoje, mas é também um filme bastante divertido com uma história que se passa no início dos anos 1970 e que está cheia de referências à blaxploitation.

3. Ainda vão a tempo de ver Sara, a série criada por Bruno Nogueira e Marco Martins, com a grande Beatriz Batarda (a ficha técnica é uma reunião de grandes talentos, é impossível listá-los todos aqui). É uma comédia sobre o mundo dos actores, da televisão e do cinema, e também um bocadinho sobre todos nós. E é muito mas mesmo muito bem feita. Em cada episódio delicio-me com os detalhes, do cenário à inteligência das piadas, a iluminação, a música, tudo. Passa na RTP2 ao domingo à noite (programa ideal para fechar o fim-de-semana, depois de deitar os miúdos) mas também está disponível no site da RTP-Play.

 

E mais uma. Foi Djailimia que me falou de Jacob Riis, o dinamarquês que fotografou a vida dos pobres na Nova Iorque do final do século XIX, início do século XX. Procurem na internet e vejam como são bonitas e ao mesmo tempo tristes as suas fotografias. Escolhi esta, de dois pequenos ardinas, de um tempo em que ler jornais era uma coisa importante (esta é uma reflexão que fica para outro dia).

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A parte boa de não ter com quem falar ao serão é que, se me organizar e não me distrair nas redes sociais, enquanto os putos jogam playstation e me ignoram durante horas, eu posso aproveitar para desfrutar de muitas coisas bonitas.

publicado às 19:54


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