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Sobre saias e meninos já disse o que tinha a dizer há uns tempos AQUI.

O assessor da deputada, Rafael Esteves Martins, também disse o que tinha a dizer e esteve muito bem AQUI.

Um homem entrou de saias no Parlamento. Registe-se o momento histórico. Houve quem falasse em manobra de marketing. Será. Mas a mim o statement parece-me óbvio: estamos aqui para estraçalhar os estereótipos e os preconceitos e defender a liberdade de cada um ser como é. Que é, na verdade, uma das coisas que as pessoas que votaram no Livre esperam que o partido faça.

O resto são os polemistas do costume que acham que têm de ter opinião sobre a roupa que os outros usam como se isso lhes dissesse respeito. A sério. Cada um veste o que quer. Quando quer. Como quer. Prefiro mil vezes pessoas que estão na assembleia (ou noutro sítio qualquer) a exibir as suas tatuagens e piercings e ténis e chinelos e minissaias e o que mais lhes apetecer mas que trabalhem e sejam honestas do que gente engravatada com botões de punho e camisas vincadas mas que são uns trafulhas e incompetentes.

O "respeito pela instituição" mede-se em trabalho, assiduidade, pontualidade, preparação, empenho, seriedade. Não tem nada a ver com uma saia plissada.

(a foto é do Miguel Silva/ Jornal Sol)

publicado às 09:34


1 comentário

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marta-omeucanto 29.10.2019

Pessoalmente, gostei mais de o ver de calças do que de saia. Da mesma forma que poderia acontecer com outra pessoa qualquer, mesmo sendo mulher.
Penso que os "dress codes" e muito preconceito à mistura estão tão entranhados que nos é difícil vestir sempre aquilo com que nos sentimos bem e confortáveis, e pensar que podemos ser livres nesse sentido. E, como tal, também é difícil aos outros aceitar que alguém possa usufruir dessa liberdade, sem que isso afecte o desempenho profissional.
Já vai havendo mudanças, mas ainda dificilmente, por exemplo, numa instituição bancária, vemos homens vestidos de forma informal, abandonando os fatos, gravatas e sapatos.
Dificilmente, alguém no seu posto de trabalho (a não ser que esteja relacionado) poderá, por exemplo, se tiver um estilo desportivo, ir trabalhar de fato de treino.
Ainda há serviços que "obrigam" as mulheres a andar de sapatos de salto, e a esquecer os ténis, por exemplo.
Não são situações que impliquem choque ou provocação. São mesmo requisitos e padrões de vestuário há muito enraizados, que podem fazer a diferença entre ser ou não contratado ou permanecer ou ser dispensado de um determinado trabalho.

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