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Sobre saias e meninos já disse o que tinha a dizer há uns tempos AQUI.

O assessor da deputada, Rafael Esteves Martins, também disse o que tinha a dizer e esteve muito bem AQUI.

Um homem entrou de saias no Parlamento. Registe-se o momento histórico. Houve quem falasse em manobra de marketing. Será. Mas a mim o statement parece-me óbvio: estamos aqui para estraçalhar os estereótipos e os preconceitos e defender a liberdade de cada um ser como é. Que é, na verdade, uma das coisas que as pessoas que votaram no Livre esperam que o partido faça.

O resto são os polemistas do costume que acham que têm de ter opinião sobre a roupa que os outros usam como se isso lhes dissesse respeito. A sério. Cada um veste o que quer. Quando quer. Como quer. Prefiro mil vezes pessoas que estão na assembleia (ou noutro sítio qualquer) a exibir as suas tatuagens e piercings e ténis e chinelos e minissaias e o que mais lhes apetecer mas que trabalhem e sejam honestas do que gente engravatada com botões de punho e camisas vincadas mas que são uns trafulhas e incompetentes.

O "respeito pela instituição" mede-se em trabalho, assiduidade, pontualidade, preparação, empenho, seriedade. Não tem nada a ver com uma saia plissada.

(a foto é do Miguel Silva/ Jornal Sol)

publicado às 09:34


23 comentários

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José 30.10.2019

Ok. Para adoptar a sua "lógica", podemos passar andar de calções e a usar super-parolas camisetas de mangas cavas, ir de chinelos ou até os tradicionais tamancos, para a A.R! "Aquilo" é mesmo uma bandalheira! Tinha de ser um idiota, que nunca lutou por nada na vida para adoptar algo que sabe a priori, que iria chamar atenção, num exercício absurdamente anti-social e de afronta! Já agora, a menina vai de mini-saia, "top", ou biquíni para o trabalho ou usa barba? Vá não siga as convenções, nem os esteriotipos ou "preconceitos". Defenda a "fé" que aqui advoga! Não seja hipócrita. Já agora, alguma vez ouviu falar em normas de trato social? Regras que permitem e evoluíram ao longo dos tempos - e, pelas quais, muitos deram a vida - para que possamos viver em conjunto? Aposto que não.

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