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Depois de O País dos Outros, vieram Vejam Como Dançamos e, por fim, Levarei o Fogo Comigo. Ficou assim completa a trilogia de Leila Slimani. Li o segundo e o terceiro livros de seguida, sofregamente, e ao mesmo tempo desejando não acabar nunca porque sabia que me iria custar deixar aquela família e aquelas personagens, queria saber mais, o que será feito delas?, tiveram filhos? serão felizes? Ler estes livros foi como entrar num mundo diferente, como se pertencesse um pouco a esta família. É tão raro isto acontecer. Conseguir estar completamente lá.

Estes livros são inspirados na vida da autora e na sua família. Leila criou Mia e dar-lhe outro nome permite-lhe libertar-se das amarras da realidade, mas é a realidade que está na origem destes livros. Aquela é a história dos seus avós, dos seus pais, a sua história. Esta trilogia é sobre família e é sobretudo sobre as mulheres, e sobre a ideia que as mulheres têm dos homens. Mas é também sobre identidade, emigração, sentirmo-nos estrangeiros - seja uma europeia em Marrocos, seja uma marroquina na Europa. E é sobre o que levamos quando partimos e aquilo que não podemos, ou não conseguimos ou não queremos, deixar para trás.

AQUI escrevi sobre a escrita da Leila Slimani. 

Não consegui ir à sessão de apresentação, mas podem ler esta entrevista feita pela Anabela Mota Ribeiro nessa ocasião. E para conhecerem um pouco melhor a autora há também outra entrevista feita pela Isabel Lucas.

GettyImages-1469074885.jpg 

Mulheres em Marraquexe, Marrocos, na década de 1970

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publicado às 12:49



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